LULA DIZ QUE COLLOR USA GUERRA PARA JUSTIFICAR FRACASSO

O presidente nacional do PT (Partido dos Trabalhadores), deputado federal Luís Inácio da Silva, afirmou ontem, em Diadema (SP), que o presidente Fernando Collor quer utilizar a guerra no Golfo Pérsico para justificar o fracasso de seu governo. Para "Lula", Collor e sua equipe vão tentar provocar uma "comoção" no Brasil em nome do conflito, mas, na sua opinião, "não poderá haver a complascência da sociedade para com o projeto econômico que levou o país ao total empobrecimento".

AMAPÁ CORTA RESERVA PARA ABRIR ESTRADA

O governo do Amapá e a empresa Jari estão abrindo uma estrada de 200 quilômetros, cortando as reservas extrativistas daquele estado. A denúncia foi feita ontem, em Curitiba (PR), pela presidente do IEA (Instituto de Estudos Amazônicos), Mary Helena Allegretti. Segundo ela, a intenção do governador Annibal Barcelos (PFL), que assumiu o cargo em 1o. de janeiro, e da empresa Jari é assentar colonos ao longo de toda a extensão da estrada que, quando concluída, ligará a capital Macapá a Laranjal do Jari, no sul do Amapá.

JOHNSON VAI DEMITIR 470 FUNCIONÁRIOS

A Johnson & Johnson comunicou ontem à diretoria do Sindicato dos Químicos de São José dos Campos (SP) que vai demitir 470 trabalhadores da sua unidade no município, que emprega 4,5 mil pessoas. As demissões, segundo nota da empresa, fazem parte de um plano de restauração da indústria. O diretor do Sindicato dos Químicos, Geraldo Rocha Montenegro, disse que no total de demitidos, 110 são funcionários do setor administrativo e 360 da área de produção (JC).

PREFEITURA DE MANAUS DEMITE MIL FUNCIONÁRIOS

A prefeitura de Manaus (AM) vai demitir mais mil servidores até o final do mês. Em dezembro, já haviam sido dispensados 1.300 funcionários, com redução de Cr$430 milhões para Cr$372 milhões na folha de pagamento. As demissões fazem parte do plano de reforma administrativa do prefeito Félix Valois, que pretende enxugar a máquina e reduzir as despesas de custeio do município (O ESP).

GOVERNO NÃO VETARÁ NOVOS GASTOS DO ORÇAMENTO

O Ministério da Economia não deverá propor ao presidente Fernando Collor vetos substanciais às despesas que o Congresso Nacional acrescentou ao Orçamento Geral da União para 1991. O diretor do Departamento de Orçamentos da União, Cláudio Forghieri, disse ontem que o governo terá neste ano meios de controlar com rigor muito maior a liberação dos recursos ao longo do ano, e não precisará recorrer a vetos extensivos, nesta etapa da elaboração da lei orçamentária (O ESP).

RODOVIÁRIOS ENCERRAM GREVE NO RIO DE JANEIRO

Os rodoviários do Município do Rio de Janeiro decidiram ontem, em assembléia, encerrar a greve iniciada no dia anterior e aceitar a proposta de reajuste salarial de 24% a partir de cinco de janeiro feita pelas empresas de ônibus. Com o aumento, o piso salarial dos motoristas passa a ser de Cr$67.663,60, cobradores de Cr$37.842,09, o dos despachantes de Cr$51.062,12 e o dos fiscais de Cr$46.618,53. As passagens não serão reajustadas (O Dia).

PRIMEIRO-MINISTRO PORTUGUÊS CANCELA VIAGEM AO BRASIL

O primeiro-ministro de Portugal, Aníbal Cavaco Silva, adiou ontem sua visita ao Brasil devido à guerra no Golfo Pérsico. Ele deveria se encontrar com o presidente Fernando Collor entre os dias 28 e 31 de janeiro, segundo um acordo entre os dois países que prevê reuniões a cada seis meses. A nova data da viagem ainda não foi definida (FSP).

PACTO SUSPENDE DEMISSÕES NA ZONA FRANCA DA MANAUS

Empresários, trabalhadores e governo do Amazonas decidiram pela suspensão das demissões na Zona Franca de Manaus durante o período de instabilidade econômica. Eles decidiram também aumentar a jornada de trabalho no setor industrial de 35 horas semanais para 40 horas e abrir o comércio aos domingos (FSP).

GOIÂNIA REAJUSTA SALÁRIO DE SERVIDOR

O prefeito de Goiânia (GO), Nion Albernaz (PMDB), anunciou ontem um reajuste de 100% para os servidores municipais. O menor salário do funcionalismo irá para Cr$15,2 mil. O maior vencimento será de Cr$168 mil, para funcionários com formação universitária (FSP).

MINISTRO DIZ QUE SUSPENDEU CONVÊNIO

O Ministério da Agricultura e o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) suspenderam no dia 21 de dezembro último o acordo que permitia que assessores do ministro Antônio Cabrera fossem contratados pelo instituto, recebendo duplo salário. O ministro disse ontem que o convênio foi assinado em outubro e que o Ministério da Agricultura proibiu a contratação de seus assessores já a partir de novembro (FSP).

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