BRASIL PODERÁ ENVIAR FORÇA DE PAZ AO GOLFO PÉRSICO

O governo brasileiro já está se preparando para participar de uma eventual força de paz das Nações Unidas no Golfo Pérsico. Esse foi um dos principais assuntos discutidos ontem, no Itamaraty, entre os integrantes do grupo interministerial criado em agosto-- inclusive com a participação dos Ministérios militares-- para acompanhar a crise no Golfo. O grupo analisou também a situação dos navios brasileiros no Golfo, o problema do terrorismo e a adoção de medidas de segurança nos aeroportos, e, também, a segurança de embaixadas estrangeiras em Brasília, entre outros assuntos. O presidente do grupo, embaixador Marcos Azambuja, informou que o governo está se preparando ainda para atender a um eventual pedido da Cruz Vermelha, que precisa de ajuda médica e humanitária às vítimas da guerra. A participação do país na força de paz da ONU é dada como provável por Azambuja, tendo em vista que o Brasil tem se mantido equidistante dos acontecimentos na região do conflito. Marinha, Exército e Aeronáutica estão preparados e apenas aguardando a decisão do governo brasileiro no sentido de o país vir a integrar uma força de paz no Golfo Pérsico. Segundo informações colhidas ontem junto às três forças não havia ainda nenhum preparativo adicional ou estado de alerta em virtude do conflito. Marinha, Exército e Aeronáutica mantinham apenas seus treinamentos normais (JC) (GM).