GOVERNO PAGARÁ MAIS JUROS AOS BANCOS CREDORES

O governo brasileiro aumentou sua oferta de pagamento de juros atrasados e reabriu, com isso, as negociações com os bancos credores, que haviam chegado a um impasse depois da sexta rodada de conversas, no mês passado. O negociador da dívida externa, embaixador Jório Dauster, que está em Nova Iorque (EUA) desde a semana passada, manteve ontem o segundo dia de encontros com os representantes dos bancos (O ESP).

BRASIL FISCALIZA VÔOS PROCEDENTES DO PERU

As autoridades sanitárias que atuam nos aeroportos intensificaram o controle dos vôos procedentes do Peru, para evitar que o Brasil importe o surto de cólera. O fluxo de passageiros vindos do Peru é de cerca de 1 mil pessoas por semana, em nove vôos (O ESP).

AMATO DIZ QUE PAÍS SERÁ LEVADO À DITADURA DO PROLETARIADO

O presidente da FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Mário Amato, declarou que o país será levado à "ditadura do proletariado" se o Congresso aprovar a unificação das datas-base prevista na Medida Provisória 295. "Os líderes sindicais ficarão mais fortes que o presidente da República", afirmou Amato. Ele define a unificação como uma "bobagem" que poderá tornar o Brasil Inviável". Acha, porém, que ela será aprovada de qualquer maneira pelo Congresso (O ESP).

ESTUDO APONTA CAUSA DE SUICÍDIOS ENTRE ÍNDIOS

A principal causa dos suicídios entre os índios guarani-kaiowá da reserva de Dourados (MS) é a superpopulação da área, que provoca nos índios a sensação de estarem "tolhidos e comprimidos em pequenos espaços". Esta é a conclusão do estudo sobre as causas dos suicídios que vêm ocorrendo entre os índios da reserva de Dourados, que fica no sul do estado. O trabalho foi realizado pelo administrador da Fundação Nacional do Índio (FUNAI), Cornélio de Oliveira, e pela psicóloga Maria Aparecida Pereira.

COMISSÃO CONCLUI QUE 147 MORTES FICARAM IMPUNES

Na década de 80, 147 trabalhadores rurais foram assassinados na Bahia. Todos eles estavam envolvidos em disputas pela posse da terra. A situação de violência no campo levou a Assembléia Legislativa baiana a formar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as mortes que ocorreram entre 1981 e 1989. A CPI divulgou seu relatório final em dezembro do ano passado. O número de mortos no período investigado pela CPI era de 130. Com os dados de 1990 apurados pela FETAG, chega-se a 147.

OS ASSASSINATOS NO CAMPO

A Bahia disputa com o Pará o primeiro lugar em assassinatos de trabalhadores rurais por conflitos de terra no país. Segundo a Federação dos Trabalhadores na Agricultura (FETAG), 32 pessoas foram assassinadas nos últimos dois anos na Bahia. No Pará, segundo o secretário-geral da Comissão Pastoral da Terra (CPT), Jerônimo Nunes, o número de mortos chega a 27 no mesmo período. "Mas se for confirmada uma chacina ocorrida em agosto em São Félix do Xingu, o número será igual ao da Bahia", diz Nunes. Em 1989, 15 pessoas foram assassinadas na Bahia por conflitos de terra.

ZÉLIA ESTUDA ALTERAÇÃO DO ANO FISCAL

O Ministério da Economia estuda a alteração do ano fiscal brasileiro-- atualmente de 1o. de janeiro a 31 de dezembro-- para o período de 1o. de julho a 31 de junho do ano seguinte. A mudança do período entre a abertura e o fechamento das contas anuais do país tem o objetivo de permitir que o governo reforce sua arrecadação já no segundo semestre deste ano. Isto porque há expectativa de uma grande queda na arrecadação tributária em virtude da extinção do BTN pelo Plano Collor II.

COLLOR QUE AGILIZAR OS SERVIÇOS PÚBLICOS

O presidente Fernando Collor de Mello reiterou ontem a necessidade de o governo se empenhar cada vez mais na busca da eficiência dos serviços públicos e das estatais. Na reunião com o ministro da Infra-Estrutura, Ozires Silva; o secretário geral do Ministério, Simá Medeiros; e os quatro secretários nacionais (Minas e Metalurgia, Transportes, Comunicações e Energia), Collor quis saber dos padrões de eficiência (preço e qualidade) das estatais brasileiras e dos serviços públicos em relação aos países desenvolvidos (O Globo).

COLLOR NEGA REESTRUTURAÇÃO DO MINISTÉRIO

O presidente Fernando Collor de Mello despachou ontem, durante cinco horas, no Ministério da Infra-Estrutura. Foi uma forma de prestigiar o ministro Ozires Silva, nome em todas as listas de especulações sobre reforma ministerial, e negar que esteja pensando em uma reestruturação no Ministério, com a divisão do Ministério da Infra-Estrutura e a extinção do Ministério da Ação Social.

IBSEN QUER AJUDAR OS GOVERNADORES

O presidente da Câmara dos Deputados, Ibsen Pinheiro (PMDB), comunicará ainda esta semana aos atuais e futuros governadores que vai estar à disposição deles para auxiliar no encaminhamento de propostas de rolagem das dívidas dos estados (O Globo).

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