Enviado por admin em sex, 15/02/1991 - 00:00
O governo brasileiro está oferecendo a seguinte proposta aos bancos credores estrangeiros: 1) pagamento de 18,5% dos atrasados e 2)conversão em bônus de longo prazo dos 81,5% restantes. Em cifras, os 18,5% representam aproxidamente US$1,5 bilhão. Os outros 81,5% são US$6,8 bilhões-- que seriam transformados em bônus de longo prazo. A principal novidade é que dos US$1,5 bilhão o país aceita pagar US$450 milhões (30%) já. Mais US$1,050 bilhão seriam desembolsados quando o acordo de reescalonamento geral fosse acertado (FSP).
Enviado por admin em sex, 15/02/1991 - 00:00
Os bancos credores do Brasil no exterior e o Banco Mundial (BIRD) estão tentando desqualificar a equipe econômica liderada pela ministra da Economia, Zélia Cardoso de Mello, para negociar a dívida externa. O embaixador em Washington (EUA), Marcílio Marques Moreira, negou que isso esteja ocorrendo (FSP).
Enviado por admin em sex, 15/02/1991 - 00:00
A ministra Zélia Cardoso de Mello (Economia) disse que uma equipe de tributaristas e técnicos da Receita Federal estão preparando alterações no código tributário para desindexar impostos e multas. Zélia disse que o artigo 7o. da medida provisória 294, que mantém indexação para tributos e desindexa a economia, foi "um dos erros" cometidos pela equipe ao elaborar o Plano Collor II.
Enviado por admin em sex, 15/02/1991 - 00:00
O presidente da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), dom Luciano Mendes de Almeida, afirmou ontem que a entidade não estimula a prática de greves e ocupações no documento oficial que lançou as diretrizes da Campanha da Fraternidade deste ano. Para ele, o documento da CNBB está sendo tratado com "parcialidade ao se destacar apenas a questão do operariado e dos sem-terra" (FSP).
Enviado por admin em sex, 15/02/1991 - 00:00
O bispo dom Boaventura Kloppenburg, de Novo Hamburgo (RS), considerou o texto-base e o manual da Campanha da Fraternidade de 1991 "excessivamente dominados pela ideologia de esquerda" e disse que não reconhece esses trabalhos como documentos da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). "Sou bispo do Brasil e membro ativo da CNBB. Não fui consultado e não reconheço esses textos como sendo de autoria da CNBB. Eles são apenas de um certo setor da CNBB", afirmou (FSP).
Enviado por admin em sex, 15/02/1991 - 00:00
Derrubada da Medida Provisória 295, que congelou preços e salários, e sua substituição por dispositivos que estabeleçam a integral reposição das perdas salariais sofridas pelos trabalhadores desde o Plano Collor. Esta é a principal reivindicação que três Centrais Sindicais-- a CUT e as duas CGTs-- levam hoje à Comissão Mista do Trabalho. Luiz Antônio de Medeiros, coordenador da Força Sindical, também convocado pela Comissão Mista, não irá à reunião porque está na Europa (O Globo).
Enviado por admin em sex, 15/02/1991 - 00:00
O presidente Fernando Collor de Mello fez ontem, em Açailândia (MA), novo apelo ao diálogo e pediu aos críticos do plano econômico que apresentem alternativas concretas que possam ser adotadas pelo governo no combate à peste da inflação (O Globo).
Enviado por admin em sex, 15/02/1991 - 00:00
O custo de vida em janeiro subiu 24,43% no Município de São Paulo para as famílias com rendimentos entre 1 e 30 salários-mínimos. Essa variação é a maior dos últimos dez meses calculada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (DIEESE). Em dezembro, a variação foi de 17% (O ESP).
Enviado por admin em sex, 15/02/1991 - 00:00
O presidente da FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Mário Amato, criticou ontem o texto-base da Campanha da Fraternidade deste ano. "A Igreja deve pregar a harmonia e não a cizânia", afirmou. O documento recomenda o apoio a greves e ocupação de terras (O ESP).
Enviado por admin em sex, 15/02/1991 - 00:00
O governo pretende manter o poder de compra do salário-mínimo, o que significa que seu valor não ficará congelado até julho. Essa foi uma das alterações do Plano Collor II admitida ontem pela ministra da Economia, Zélia Cardoso de Mello, no debate que manteve por três horas no auditório do Senado Federal (O ESP).
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