Enviado por admin em sex, 22/11/1991 - 00:00
O presidente do Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro, Sílvio Cunha, disse ontem que os comerciantes não realizarão vendas por cartão de crédito a partir de hoje. Segundo ele, a corrosão provocada pela inflação nos 30 dias entre a venda e o recebimento das financeiras não é compensatório para o lojista. Cunha confirmou que os lojistas, reunidos ontem, reivindicaram às financeiras que seja liberada a aplicação de uma taxa superior ao valor da venda no caso do uso do cartão de crédito.
Enviado por admin em sex, 22/11/1991 - 00:00
O rendimento médio real dos brasileiros caiu 18,36% no primeiro ano do governo Collor e atingiu o menor valor real desde 86. As faixas de renda mais altas foram as mais afetadas pela recessão econômica, o que levou a uma queda na concentração de renda do país. Os mais ricos (1% da população) perderam 30,8% de seu rendimento em relação de 89. Os 10% mais ricos perderam, em média, 23% e só os 10% mais pobres tiveram um ligeiro aumento real de renda (4,78%).
Enviado por admin em sex, 22/11/1991 - 00:00
Líderes empresariais e políticos dos Estados de São Paulo, Amazonas e sul do país fecharam ontem um acordo em torno do projeto lei que cria novos incentivos fiscais para a Zona Franca de Manaus. O acordo prevê redução de 88% das alíquotas do Imposto sobre Importação somente para indústrias já instaladas na Zona Franca. Ficam excluídos dos benefícios os projetos novos, bem como a produção de veículos utilitários e de computadores.
Enviado por admin em sex, 22/11/1991 - 00:00
O governo proporá à oposição a concessão de abono salarial aos trabalhadores da iniciativa privada que ganham um salário-mínimo. O abono, com valor ainda indefinido, vigoraria até janeiro, quando o salário-mínimo (de Cr$42 mil) subirá para Cr96 mil, pela atual política salarial. As oposições querem derrubar um veto de Collor à lei salarial, para elevar o salário-mínimo, em outubro, a Cr$53,7 mil. O abono é oferecido como alternativo à derrubada do veto. A falta de acordo está provocando a obstrução das votações (GM) (FSP).
Enviado por admin em sex, 22/11/1991 - 00:00
O presidente do PT, Luís Inácio da Silva, afirmou ontem durante encontro de sindicalistas em Roma que o Brasil "saiu de um regime militar e entrou numa ditadura econômica" e disse que a classe dirigente brasileira é corrupta". Também presente ao evento, o sociólogo francês Alain Touraine afirmou que o Brasil é "campe~ao" das desigualdades sociais (FSP).
Enviado por admin em sex, 22/11/1991 - 00:00
O procurador-geral da República, Aristides Junqueira, acusou de tentar intimidar o poder público as pessoas que grampearam os telefones do Ministério Público Federal em SP e que, depois, revelaram à Justiça a existência das escutas. Junqueira discutiu ontem o caso com o diretor da PF, Romeu Tuma. Para o procurador-geral, os principais suspeitos são os envolvidos no inquérito que apura a importação de equipamentos de Israel, supostamente feita com preços superfaturados e realizada no governo Quércia (FSP).
Enviado por admin em sex, 22/11/1991 - 00:00
O presidente Fernando Collor atribuiu ontem em entrevista coletiva a obstrução das votações no Congresso a um "certo clima de eleição" e pediu aos parlamentares que compareçam ao plenário. Collor afirmou que gostaria de não ter vetado a lei salarial, mas disse que não tinha alternativa (FSP).
Enviado por admin em sex, 22/11/1991 - 00:00
O Tribunal Regional Federal de Brasília suspendeu liminar que concedia reajuste de 147,06% aos aposentados de Minas Gerais, atendendo pedido do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) (FSP).
Enviado por admin em sex, 22/11/1991 - 00:00
As tarifas de telefone estão em média 24,27% mais caras desde ontem. A assinatura básica subiu 27% e a ficha telefônica foi reajustada em 42,14%, enquanto o interurbano e o impulso local tiveram aumento de 24%. Este é o sétimo reajuste autorizado pelo Ministério da Economia este ano, os últimos três no período de 43 dias. de 8 de outubro para cá, a tarifa básica subiu 146,25% e a ficha foi reajustada em 229,55% (O ESP).
Enviado por admin em sex, 22/11/1991 - 00:00
O presidente Fernando Collor de Mello declarou ontem que a Previdência Social não tem recursos para pagar o reajuste de 147,06% aos aposentados e pensionistas determinados pela Justiça. Além disso, segundo ele, a correção não tem base legal. Collor afirmou que, se a decisão judicial não for revista, o sistema previdenciário se tornará inviável (O ESP).
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