COMÉRCIO DO RIO PÁRA VENDAS COM CARTÃO

O presidente do Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro, Sílvio Cunha, disse ontem que os comerciantes não realizarão vendas por cartão de crédito a partir de hoje. Segundo ele, a corrosão provocada pela inflação nos 30 dias entre a venda e o recebimento das financeiras não é compensatório para o lojista. Cunha confirmou que os lojistas, reunidos ontem, reivindicaram às financeiras que seja liberada a aplicação de uma taxa superior ao valor da venda no caso do uso do cartão de crédito.

AUMENTA A CONCENTRAÇÃO DE RENDA NO PAÍS

O rendimento médio real dos brasileiros caiu 18,36% no primeiro ano do governo Collor e atingiu o menor valor real desde 86. As faixas de renda mais altas foram as mais afetadas pela recessão econômica, o que levou a uma queda na concentração de renda do país. Os mais ricos (1% da população) perderam 30,8% de seu rendimento em relação de 89. Os 10% mais ricos perderam, em média, 23% e só os 10% mais pobres tiveram um ligeiro aumento real de renda (4,78%).

LÍDERES DE SP E AMAZONAS FECHAM ACORDO SOBRE ZONA FRANCA

Líderes empresariais e políticos dos Estados de São Paulo, Amazonas e sul do país fecharam ontem um acordo em torno do projeto lei que cria novos incentivos fiscais para a Zona Franca de Manaus. O acordo prevê redução de 88% das alíquotas do Imposto sobre Importação somente para indústrias já instaladas na Zona Franca. Ficam excluídos dos benefícios os projetos novos, bem como a produção de veículos utilitários e de computadores.

GOVERNO PROPÕE ABONO SÓ PARA EMPRESA PRIVADA

O governo proporá à oposição a concessão de abono salarial aos trabalhadores da iniciativa privada que ganham um salário-mínimo. O abono, com valor ainda indefinido, vigoraria até janeiro, quando o salário-mínimo (de Cr$42 mil) subirá para Cr96 mil, pela atual política salarial. As oposições querem derrubar um veto de Collor à lei salarial, para elevar o salário-mínimo, em outubro, a Cr$53,7 mil. O abono é oferecido como alternativo à derrubada do veto. A falta de acordo está provocando a obstrução das votações (GM) (FSP).

LULA DIZ EM ROMA QUE BRASIL VIVE "DITADURA ECONÔMICA"

O presidente do PT, Luís Inácio da Silva, afirmou ontem durante encontro de sindicalistas em Roma que o Brasil "saiu de um regime militar e entrou numa ditadura econômica" e disse que a classe dirigente brasileira é corrupta". Também presente ao evento, o sociólogo francês Alain Touraine afirmou que o Brasil é "campe~ao" das desigualdades sociais (FSP).

PROCURADOR CONDENA ESCUTA

O procurador-geral da República, Aristides Junqueira, acusou de tentar intimidar o poder público as pessoas que grampearam os telefones do Ministério Público Federal em SP e que, depois, revelaram à Justiça a existência das escutas. Junqueira discutiu ontem o caso com o diretor da PF, Romeu Tuma. Para o procurador-geral, os principais suspeitos são os envolvidos no inquérito que apura a importação de equipamentos de Israel, supostamente feita com preços superfaturados e realizada no governo Quércia (FSP).

COLLOR PEDE A DEPUTADOS QUE PAREM A OBSTRUÇÃO

O presidente Fernando Collor atribuiu ontem em entrevista coletiva a obstrução das votações no Congresso a um "certo clima de eleição" e pediu aos parlamentares que compareçam ao plenário. Collor afirmou que gostaria de não ter vetado a lei salarial, mas disse que não tinha alternativa (FSP).

CAI EM MG LIMINAR QUE DÁ 147,06% A APOSENTADOS

O Tribunal Regional Federal de Brasília suspendeu liminar que concedia reajuste de 147,06% aos aposentados de Minas Gerais, atendendo pedido do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) (FSP).

TARIFAS DE TELEFONE ALTERADAS PELA 7a. VEZ NO ANO

As tarifas de telefone estão em média 24,27% mais caras desde ontem. A assinatura básica subiu 27% e a ficha telefônica foi reajustada em 42,14%, enquanto o interurbano e o impulso local tiveram aumento de 24%. Este é o sétimo reajuste autorizado pelo Ministério da Economia este ano, os últimos três no período de 43 dias. de 8 de outubro para cá, a tarifa básica subiu 146,25% e a ficha foi reajustada em 229,55% (O ESP).

COLLOR DIZ QUE NÃO TEM COMO PAGAR OS 147,06%

O presidente Fernando Collor de Mello declarou ontem que a Previdência Social não tem recursos para pagar o reajuste de 147,06% aos aposentados e pensionistas determinados pela Justiça. Além disso, segundo ele, a correção não tem base legal. Collor afirmou que, se a decisão judicial não for revista, o sistema previdenciário se tornará inviável (O ESP).

Páginas

Subscrever CRDOC RSS