GOVERNO APURA IRREGULARIDADES EM ARMAZÉNS

A Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB) constatou irregularidades em 3.500 dos 8 mil armazéns cadastrados pelo governo no país. Segundo as estimativas, somente este ano o desvio de recursos causados por essas irregularidades chega a Cr$20 bilhões (O ESP).

O PROGRAMA DE PRIVATIZAÇÃO

O governo se prepara para incluir outras estatais no programa de privatização, por decreto assinado pelo presidente Fernando Collor. A nova lista contempla: Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), A>OMINAS, Companhia Siderúrgica Paulista (COSIPA), EMBRAER, a INFRAERO e os portos (JC).

GOLDEMBERG DEFENDE ÁREA MENOR PARA OS YANOMANIS

A demarcação da Reserva Yanomani, em Roraima, com 9,4 milhões de hectares, tem um forte opositor dentro do próprio governo: o ministro da Educação, José Goldemberg, acha que o tamanho da área destinada aos índios compromete seriamente a economia do estado. Antes da assinatura da portaria criando a Reserva, Goldemberg foi ao Palácio do Planalto mostrar sua insatisfação ao presidente Fernando Collor. Em Roraima, os políticos já se mobilizam para impedir que seja aprovada no Congresso Nacional a liberação de Cr$2,7 bilhões necessários à demarcação da área.

JUSTIÇA CASSA OS 147% DOS APOSENTADOS DE MINAS

O INSS conseguiu ontem sua primeira vitória na luta para impedir o reajuste de 147,06% dos aposentados: o Tribunal Regional Federal de Brasília cassou a liminar que determinava o pagamento imediato do aumento aos beneficiários da Previdência em Belo Horizonte (MG). Por causa dos erros dos advogados do INSS no processo, o Tribunal manteve o reajuste para Goiás, Tocantins e Juiz de Fora. Em São Paulo, a Previdência prometeu pagar o aumento entre 16 e 23 de dezembro (O Globo).

REAJUSTE DA CASA PRÓPRIA CHEGA A 554%

Os mutuários do Sistema Financeiro da Habitação (SFH) com contratos de equivalência salarial terão suas prestações reajustadas em até 554,21% em dezembro, com o repasse dos aumentos salariais. Os mutuários que têm data-base em setembro, outubro e novembro e contratos com reajuste anual terão os maiores aumentos da prestação da casa própria. Até agora, os agentes financeiros privados não tinham feito o repasse, pois aguardavam autorização do Banco Central (O Globo).

FUNAI TERÁ ATÉ MAIO PARA DEMARCAR RESERVA

O presidente Fernando Collor de Mello quer que a demarcação dos 9,4 milhões da reserva dos índios yanomanis seja feita, no máximo, até maio do próximo ano e pediu que o ministro da Justiça, Jarbas Passarinho, que leve essa determinação ao presidente da FUNAI, Sidney Possuelo. A Fundação Nacional do Índio aguarda a aprovação, pelo Congresso, da verba de Cr$2 bilhões para o "projeto operacional de preservação da vida Yanomani", que inclui a expulsão de garimpeiros, narcotraficantes e posseiros, demarcação, vigilância e fiscalização da reserva (JB).

MISSÃO IRANIANA BUSCA FINANCIAMENTO NO PAÍS

Uma missão iraniana está no Brasil para negociar um financiamento de US$320 milhões para a construção da hidrelétrica de Karum 3. O projeto está sendo analisado pelo Programa de Financiamento de Exportações (PROEX) do Banco do Brasil (FSP).

CONSTRUÇÃO CIVIL DE MANAUS FAZ GREVE DE PROTESTO

Os operários e indústrias da construção civil de Manaus (AM) paralisaram ontem suas atividades por 24 horas em protesto contra o desemprego de 20 mil trabalhadores no setor, a falta de financiamento pelo governo federal e reivindicando construção de 40 mil casas populares na cidade para reativar o setor (FSP)

INDÚSTRIA DO VESTUÁRIO EM MG DEMITE 216 MIL PESSOAS

A indústria de vestuário em Minas Gerais está em crise. Nos últimos 12 meses, 1,5 mil das 8,8 mil indústrias faliram ou encerraram suas atividades e um contigente de 216 mil trabalhadores (correspondentes a 60% do universo de 360 mil pessoas que o setor empregava há um ano) foi demitido . Os dados foram fornecidos pelo presidente do Sindicato das Indústrias do Vestuário no Estado de Minas Gerais (FSP).

SARNEY CRITICA COLLOR

O ex-presidente José Sarney diz que o presidente Fernando Collor de Mello retirou o Brasil da rota mundial e não consegue levar o país a lugar nenhum. "Na ânsia de acabar com a inflação num só tiro e querer modernizar o país a qualquer custo, o governo perdeu a rota antiga e não encontrou outra", afirma Sarney (FSP).

Páginas

Subscrever CRDOC RSS