GOVERNO CONCORDA EM REVE REAJUSTE DAS APOSENTADORIAS

O governo concordou em reve o reajuste das aposentadorias e pensões, como forma de manter intacta a atual política salarial. Aposentados e pensionistas vão receber 16,2% a mais sobre o reajuste de 54% concedido em setembro. A proposta deverá ser transformada em lei juntamente com o abono de Cr$10 mil anunciado para os trabalhadores que ganham salário-mínimo e que eleva o piso salarial da iniciativa privada nos dois últimos meses do ano para Cr$52 mil (JC).

PROTOCOLO PARA O GÁS DA BOLÍVIA

A PETROBRÁS assinou ontem um protocolo de intenções com a Yacimientos Petrolíferos Fiscales de Bolívia (YPFB) para importação de 8 milhões de metros cúbicos diários de gás natural daquele país. O contrato de compra deverá ser assinado até abril do ano que vem, disse o presidente da PETROBRÁS, Ernesto Teixeira Weber, que chegou ontem da Bolívia. O gás boliviano deverá chegar aos Estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul ao final de 1994, quando estará concluído o gasoduto que fará o transporte desse energético (GM).

O MENOR SUPERÁVIT EM DOZE MESES

A minidesvalorização cambial de 15% promovida pelo governo em setembro último não foi suficiente para estimular as exportações na proporção que o governo desejava. O superávit da balança comercial de outubro, de US$402 milhões, divulgado ontem, foi inferior à expectativa do Ministério da Economia, que aguardava um superávit na conta do comércio em torno de US$600 milhões. O superávit foi o mais baixo nos últimos 12 meses. As exportações, que fecharam em outubro em US$2,66 bilhões, tiveram um crescimento de US$593 milhões sobre setembro.

INDUSTRIAIS PEDEM "ELEIÇÕES DIRETAS"

Um grupo de 35 industriais-- grandes, médios e pequenos--, membros da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), pediu uma mudança no processo eleitoral da entidade. Eles levaram um documento a Mário Amato, presidente da FIESP, reivindicando, para as eleições de meados de 1992, "dois turnos": uma eleição para o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (CIESP) e outra, dias depois, para a FIESP (GM).

SALÁRIO-MÍNIMO FICA CONGELADO ATÉ JANEIRO

O Congresso Nacional manteve ontem o veto ao artigo 8o. da lei salarial que propunha um reajuste imediato do salá`rio-mínimo para Cr$54 mil. O mínimo mantém-se no atual patamar de Cr$42 mil. Foi também mantido veto à antecipação bimestral do mínimo (GM).

NOVA ETAPA PARA O MERCOSUL

Começa a vigorar amanhã o Tratado de Assunção, que prevê para 31 de dezembro de 1994 o estabelecimento de uma zona de livre comércio, uma união aduaneira e total liberdade para a circulação de bens, serviços, capital e trabalho entre Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. Essa fase de transição para o Mercado Comum do Sul (MERCOSUL) instala-se oficialmente trinta dias depois que os países-membros depositaram a ratificação dos seus Congressos ao tratado assinado em 26 de março último pelos respectivos presidentes (GM).

COTAÇÃO DO DÓLAR NORTE-AMERICANO

Os bancos negociavam ontem o dólar para importação e exportação entre Cr$818,05 e Cr$818,10. No paralelo o dólar teve o preço de Cr$860,00 para compra e Cr$880,00 para venda em São Paulo. No Rio de Janeiro, de Cr$840,00 e Cr$870,00. O dólar-turismo foi negociado a Cr$840,00 para compra e Cr$870,00 para venda em São Paulo e a Cr$820,00 e Cr$860,00 no Rio (GM).

EMISSÃO DE MAIS CR$4,1 TRILHÕES

O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou ontem a emissão de Cr$4,1 trilhões em papel-moeda até o final do ano. A medida deveu-se a uma proposta do Banco Central, que solicitava a emissão adicional de Cr$2 trilhões em relação ao limite aprovado no início do ano. O objetivo do pedido do BC é evitar que falte papel-moeda em circulação em dezembro (GM).

FIAT E AUTOLATINA AUMENTA PREÇOS DE SEUS VEÍCULOS

A FIAT reajustou seus veículos em 16% e a AUTOLATINA em 32%, na média (JB).

CNI DIZ QUE PREÇOS NÃO BAIXARÃO

O presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria), Albano Franco, assegurou ontem que nenhum setor terá condições de baixar os preços no Natal, ao contrário do que previu o presidente Fernando Collor (O Globo).

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