FIAT AUMENTA PREÇOS DOS CARROS EM 15%

A Fiat anunciou ontem mais um reajuste de preços, em média de 15%. Com isso, a montadora acumula um aumento de 168,4% desde o início de setembro, quando o governo liberou os preços dos automóveis. No ano, a alta já é de 334,4% (O Globo).

OPOSIÇÃO PROPÕE CRIAÇÃO DE DÉCIMO-QUARTO SALÁRIO

O pagamento de décimo-quarto salário em dezembro aos trabalhadores que ganhem até três salários-mínimos, a pensionistas e inativos é a proposta da oposição para superar o impasse em torno da política salarial. Originalmente feita pelo PT, a sugestão foi encampada por todos os partidos oposicionistas após mais três horas de reunião com os governistas, quando novamente não houve acordo. Os aliados do Planalto insistem na concessão de abono em novembro e dezembro.

INSS RECORRE CONTRA 147% A APOSENTADOS

O procurador-geral do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), José Domingos Teixeira Neto, requereu ao Tribunal Regional Federal de Brasília a cassação de liminar do juiz Francisco Neves que deu aos aposentados de todo o país o reajuste salarial de 147%. O procurador alega que Neves, juiz da 2a. Vara do Distrito Federal, não tinha competência para estender sua decisão a todo o território nacional (JB).

GOVERNO NÃO IRÁ CORRIGIR TABELA DO IR EM DEZEMBRO

Para reforçar os cofres da União, o governo não irá corrigir a tabela do Imposto de Renda na fonte em dezembro, mês em que a Receita Federal espera arrecadar de Cr$50 bilhões a Cr$70 milhões a mais que o previsto. A decisão prejudica os assalariados, que no último mês do ano estarão pagando 35,6% a mais do que em fevereiro de 1991, quando foi extinta a indexação da tabela do Imposto de Renda. O aumento no desconto incide também sobre o 13o. salário e os adiantamentos de férias (JB).

ALUGUÉIS VÃO SUBIR 141% NO PRÓXIMO DIA 1o.

Os contratos de aluguel residencial com cláusula de reajuste semestral vão subir 141% a partir de 1o. de novembro. O aumento é determinado pela variação do Índice de Salários Nominais (ISN), que alcançou 20,47% em outubro. Os contratos assinados antes do Plano Collor II, com correção em 1o. de novembro, vão ser corrigidos em 49,63%. Para os contratos congelados em fevereiro e que sofreram algum tipo de aumento no período, só será efetuado novo reajuste seis meses após a data da última correção.

O ÍNDICE DE SALÁRIOS DE OUTUBRO

O Índice de Salários Nominais (ISN) de outubro calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) foi de 20,47%. O acumulado de fevereiro a outubro é de 191,08%. O ISN é utilizado para a correção dos aluguéis. O ISN de setembro foi de 24,21%, quando acumulou uma variação de 141,62% (FSP).

ESTATAL TERÁ QUE EXPLICAR LICITAÇÃO

O Ministério da Infra-Estrutura pediu que a PETROFÉRTIL esclareça a concorrência para a venda de 50 mil toneladas de uréia. No último dia 24, o jornal Folha de São Paulo revelou que aos perdedores não foi dado o direito de conhecer a proposta vencedora. A PETROFÉRTIL enviou carta ao jornal, contestando o artigo. Para Freitas, o texto confirma as informações publicadas (FSP).

CONSULTORA PARA CIACS RECEBE ANTES DE TRABALHAR

A Masters Consultores e Associados S/C, de Curitiba (PR), recebe este mês do governo Cr$450 milhões, antes mesmo de iniciar o trabalho de assessoria na construção de CIACS, para o qual foi contratada sem licitação por Cr$18 bilhões. Um dos três sócios da Masters integra a comissão responsável pela licitação das fábricas de CIACS e pela escolha dos vencedores (FSP).

FIESP VOLTA A CRITICAR COLLOR

Representantes da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) voltaram a criticar o presidente Fernando Collor de Mello. "Ele sempre escolhe um bode expiatório para a sua má administração", disse Walter Sacca, diretor do Departamento de Economia da FIESP. As críticas são resposta às afirmações de Collor de que os empresários que aumentaram preços "vão quebrar as fuças" (FSP).

GOVERNO RETIRA URGÊNCIA PARA PROJETO DA ZONA FRANCA

O governo decidiu ontem retirar o pedido de urgência para a tramitação no Senado do projeto de incentivos fiscais na Zona Franca de Manaus (AM). A solicitação foi feita da tribuna pelo vice-líder do governo no Senado, Ney Maranhão (PRN-PE), e teve o apoio do líder do governo, Marco Maciel (PFL-PE). O secretário de Desenvolvimento Regional, Egberto Baptista, não gostou do acordo fechado no Senado que, segundo ele, beneficiaria apenas alguns grupos econômicos de São Paulo e não o desenvolvimento da Zona Franca.

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