ANO LEGISLATIVO É PRORROGADO ATÉ O PRÓXIMO DIA 20

Os presidentes do Senado, Mauro Benevides (PMDB-CE), e da Câmara, Ibsen Pinheiro (PMDB-RS), decidiram ontem prorrogar o ano legislativo até o próximo dia 20. Entre os assuntos pendentes, estão o Orçamento Geral da União para 1992, o reajuste dos salários do funcionalismo público, a reforma tributária e a liberação de créditos suplementares (FSP).

PF INVESTIGA ASSINATURA SUSPEITA DE ALCENI

A Procuradoria Geral da República determinou ontem a abertura de inquérito pela Polícia Federal para investigar a falsificação de assinaturas do ministro da Saúde, Alceni Guerra, em convênios liberados para prefeituras. São oito convênios no valor total de Cr$800 milhões (em valores de agosto) destinados ao Estado do Rio Grande do Norte (FSP).

UNIÃO VAI ARRECADAR MENOS DO QUE PREVIU

O governo federal vai arrecadar este ano menos do que estimava. A previsão da União era de que entrariam nos cofres Cr$36,226 trilhões. O número, porém, deve ficar em Cr$28,1 trilhões. O governo responsabiliza a recessão pela diferença. Para cobrir gastos extras, está recorrendo às disponibilidades dos recursos do Tesouro Nacional (FSP).

MIGRAÇÃO NO SERGIPE

Cerca de 200 mil sergipanos, em sua maioria trabalhadores rurais, deixaram o estado nos últimos 11 anos à procura de emprego no Sudeste do país. estimativa foi feita ontem pelo delegado regional do IBGE, Alvacyr de Almeida (FSP).

LIXO QUÍMICO PODE TER CONTAMINADO 800 EM SÃO PAULO

O secretário municipal de Saúde de São Vicente (SP), Walter Makoto, afirmou ontem que análises feitas em 800 pessoas constataram alterações sanguíneas. Segundo ele, pode ser um indício de contaminação por pentaclorofenol e hexaclorobenzeno, substâncias colocadas na década de 70 em depósitos clandestinos de lixo químico na Baixada Santista. O secretário disse que não sabe avaliar o número exato de pessoas que correm risco.

CAI O CONSUMO NACIONAL DE GASOLINA E ÁLCOOL

A PETROBRÁS informou ontem que o consumo nacional de gasolina caiu em novembro para 176,3 mil barris diários, contra os 193,6 mil barris diários consumidos no mês anterior (queda de 8,94%). No período de janeiro a novembro deste ano, houve aumento de 7,8% no consumo em comparação a igual período do ano passado. O consumo de álcool carburante também registrou queda no mês passado: 15,5% em comparação a outubro. O consumo caiu para 179,9 mil barris diários em novembro, contra os 213 mil barris consumidos por dia no mês anterior.

PRESIDENTE DA CÂMARA ACEITA DEVOLUÇÃO DE SALÁRIOS DO PT

O presidente da Câmara dos Deputados, Ibsen Pinheiro (PMDB-RS), aceitou ontem o pedido de 34 deputados do PT e autorizou a redução do salário deles de Cr$6,3 milhões para Cr$4,5 milhões. Eles entenderam que o Legislativo cometeu uma ilegalidade, aumentando os vencimentos em 143%, quando os funcionários públicos tiveram apenas 62%, mais antecipação de 20%. O único integrante do partido que se recusou a abrir mão dos vencimentos foi o deputado João Paulo (MG).

COLLOR VOLTA A ATACAR EMPRESÁRIOS

O presidente Fernando Collor afirmou ontem, em entrevista coletiva transmitida por cadeia de rádio e TV, que o governo não pretende voltar a socorrer empresas em dificuldades financeiras. "Quebrou? Muda de ramo, vai fazer qualquer outra coisa", sugeriu. "Agora, também, aceite que cometeu erros. Aceite a incompetência na gerência das suas empresas. E não venha, de uma forma cínica e hipócrita, colocar sobre os ombros do governo a culpa das suas próprias incapacidades", afirmou.

APOSENTADORIA AOS 17 ANOS DE SERVIÇO ACABA NO BANESPA

O governador de São Paulo, Luiz Antônio Fleury (PMDB), determinou ontem a extinção da aposentadoria honorária no BANESPA, por meio da qual diretores podiam aposentar-se com 17 anos de serviço, recebendo Cr$3,5 milhões por mês. Criada em 1959, essa aposentadoria é exclusiva do BANESPA e beneficia funcionários de carreira que, em 15 anos de trabalho, tenham integrado a diretoria por dois anos. Até hoje, 50 funcionários do banco preencheram essas condições e obtiveram a aposentadoria honorária.

MÁRIO AMATO DIZ QUE PAÍS NÃO SUPORTA MAIS A RECESSÃO

O presidente da FIESP, Mário Amato, afirmou ontem que o país não suporta mais um trimestre tão difícil quanto este, e a indústria menos ainda. Seus votos para 1992 são: "menos governo, menos impostos, mais liberdade de produção e mais trabalho". A melhoria dos salários não entrou na lista de desejos. Para Mário Amato, ela só virá com a regulamentação da participação nos lucros (O ESP).

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