CRESCEM EXPORTAÇÕES DE SAPATO PARA A ARGENTINA

A intensificação da comercialização de calçados, facilitada pelas perspectivas abertas com o MERCOSUL, levará o Brasil a exportar quatro milhões de pares de sapatos para a Argentina até o fim deste ano, cifra muito superior aos 600 mil pares exportados em 1991. A informação é do presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), Horst Volk. O Brasil, neste setor, poderá se tornar, progressivamente, na expectativa de Horst Volk, o principal parceiro comercial da Argentina, que normalmente importa 10 milhões de pares de calçados. Apesar desse significativo aumento da comercialização do produto com a Argentina, a redução nas exportações para os EUA e outros países impedirão que o Brasil consiga repetir os valores do ano passado, quando foram obtidos US$1,248 bilhão em exportações. Os principais rivais brasileiros são os países asiáticos que estão invadindo com toda a força o mercado americano, alcançando US$2,4 bilhões em exportações. Volk disse que este foi um dos principais motivos para a redução na produção de 600 milhões de pares/ano para 400 milhões. Inovações tecnológicas-- O ministro das Minas e Energia, Pratini de Moraes, já prometeu todo o apoio a investimentos, novas tecnologias e fornecimento de energia elétrica para a Região do Vale dos Sinos, onde se concentra a maioria das indústrias gaúchas de calçados e responsável por 80% das exportações brasileiras. A redução nas vendas internas no Brasil foi outro motivo apontado por Horst Volk para a redução na produção: os brasileiros compravam 250 milhões de pares por ano, mas a indústria calçadista já constatou uma redução de 20% nas vendas em 1992. Por isto, eles estão redirecionando suas estratégias de comercialização para os países do MERCOSUL, para compensar a redução ocorrida nos EUA, responsáveis por 80% das exportações brasileiras, com predominância de calçados femininos (JC) (JB).