PC É DONO DOS TELEFONES DE CLÁUDIO VIEIRA

O ex-secretário particular do presidente Fernando Collor, Cláudio Vieira, está usando há mais de dois anos duas linhas telefônicas registradas em nome da EPC, a Empresa de Participações e Construção Ltda., de Paulo César Farias. A TELEBRASÍLIA não informou ontem quem está pagando as ligações feitas nos aparelhos de números 368-1696 e 368-1697.

GRUPO VOTORANTIM ADMITE TER FEITO DOIS PAGAMENTOS À EPC

Duas empresas do grupo Votorantim pagaram à Empresa Participações e Construções Ltda.-- a EPC, do empresário Paulo César Farias, o PC-- pelo menos Cr$2,660 milhões em maio de 1990, segundo já apurou a Polícia Federal de São Paulo. Esse valor equivalia na época a US$45 mil, que correspondem hoje a Cr$170 milhões.

CPI APURA ELO ENTRE ESQUEMAS PP E PC

A CPI instalada pelo Senado para investigar irregularidades nos fundos de pensão e na PETROBRÁS vai apurar possíveis ligações entre o esquema PP- - de Pedro Paulo Leoni Ramos, ex-secretário de Assuntos Estratégicos-- e os negócios do empresário Paulo César Farias, o PC. O relator da CPI, senador Cid Sabóia (PMDB-CE), disse ontem, depois de ouvir os primeiros depoimentos, que acredita na possibilidade de uma conexão entre os dois esquemas.

RIO DE JANEIRO TEM SEIS PESSOAS SEQUESTRADAS

O Rio de Janeiro está enfrentando uma nova onda de sequestros, que se intensificou após o término da Rio-92. O delegado Pedro Paulo Abreu, diretor da Divisão Anti-Sequestro (DAS), garante que todos os casos estão sendo investigados, mas não revela quantos são, alegando que isso poderia causar pânico na população. Sabe-se, no entanto, que há pelo menos seis pessoas sequestradas atualmente no estado.

INFLAÇÃO DE FIPE FOI DE 22,45% EM JUNHO EM SP

A inflação de junho em São Paulo (SP), medida pela FIPE (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), ficou em 22,45%, contra 22,53% em maio. No semestre, a taxa acumula inflação de 243,11%. As principais variações em junho foram as seguintes: alimentação (21,78%), despesas pessoais (22,62%), habitação (20,26%), transportes (24,42%), vestuário (26,49%), saúde (21,77%) e educação (24,49%) (O Globo) (JB).

IPC DE JUNHO FICOU EM 23,19% NO RIO DE JANEIRO

A inflação no Rio de Janeiro (RJ) em junho manteve-se estável. O IPC (Índice de Preços ao Consumidor), medido pela FGV (Fundação Getúlio Vargas), registrou taxa de 23,19%, contra os 23,46% de maio. No primeiro semestre, o IPC acumula taxa de 244,92%. Nos últimos 12 meses, o acumulado é de 926,8%. Por grupo de produtos a variação foi a seguinte: habitação (35,37%), vestuário (25,72%), serviços pessoais (24,79%), alimentação (20,14%), saúde e higiene (20,56%), serviços públicos (21,4%) e artigos de residência (22,69%) (O Globo).

PRESIDENTE ALEMÃO DEFENDE PERDÃO DA DÍVIDA EXTERNA

O presidente da Alemanha, Richard von Weizsacker, defendeu ontem, durante almoço de encerramento do encontro de cúpula do G-7 (os sete países mais ricos do mundo), em Munique, o perdão da dívida do Terceiro Mundo e uma conclusão rápida das negociações do GATT (Acordo Geral de Tarifas e Comércio) para a liberalização do comércio internacional.

EMPRESA PAULISTA PEDE A FALÊNCIA DO ESTALEIRO MAUÁ

A empresa paulista Boccar do Brasil Tubulações entrou ontem com pedido de falência do estaleiro Mauá no fórum de Niterói (RJ). Segundo o advogado da Boccar, João Carlos Athayde, em 15 de junho a dívida do estaleiro junto a empresa já somava Cr$232,94 milhões, o que com a correção já está hoje em cerca de Cr$300 milhões. A dívida é relativa a venda de peças navais, feita em novembro do ano passado. O processo foi distribuído para a 5a.

FUNCIONÁRIOS FAZEM NOVO PROTESTO NO LLOYD

Em protesto contra a possível liquidação do Lloyd Brasileiro, cerca de 300 funcionários da companhia realizaram ontem uma nova manifestação na porta da empresa. Foi o quinto movimento ocorrido desde o dia 22 de junho, quando o advogado Roberto Macedo assumiu a presidência do Lloyd (O Globo).

ODEBRECHT ADMITE DOAÇÃO A COLLOR

O diretor-presidente da construtora Norberto Odebrecht, Emílio Odebrecht, admitiu ontem que suas empresas contribuíram "com a campanha de Fernando Collor de Mello e de todos os outros candidatos". A declaração foi feita na sede da Polícia Federal, em São Paulo, depois de Odebrecht prestar depoimento ao delegado Paulo Lacerda, que investiga o caso PC Farias. Minutos depois, Odebrecht foi lembrado por um repórter que essa contribuição poderia ser interpretada como crime eleitoral.

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