ACERTO DA DÍVIDA NÃO ALTERA COTAÇÃO DE TÍTULOS

O mercado secundário de Nova Iorque (EUA), onde são negociados os títulos da dívida externa brasileira, recebeu com frieza o anúncio do fechamento de acordo para o reescalonamento da dívida externa. A cotação dos papéis abriu e fechou o dia no mesmo patamar: US$0,35 para cada dólar emprestado. O mercado já esperava a notícia, e anda mais preocupado com a necessidade de ajustes na economia brasileira do que com a reestruturação do débito externo (O Globo).

MARCÍLIO DIZ QUE PAÍS VAI RECEBER ESTE ANO US$20 BILHÕES

Os investimentos estrangeiros no Brasil deverão chegar a US$20 bilhões este ano, em decorrência do acordo da dívida externa. A previsão foi feita ontem pelo ministro da Economia, Marcílio Marques Moreira. Até maio, a entrada de investimentos no país foi da ordem de US$6,5 bilhões. Mas o ministro acredita que, agora, o fluxo de capitais aumentará significativamente. No ano passado, ingressaram US$11 bilhões.

SUBSTÂNCIA PODE SER EFICAZ CONTRA AIDS

Uma substância descoberta por pesquisadores brasileiros, denominada SB-72, pode se transformar na droga mais eficaz no tratamento da AIDS dentre as conhecidas até agora. O composto é produzido a partir do gundo penicillium, e, segundo os resultados obtidos pelos cientistas, é o único capaz de estimular a produção de leucócitos (células brancas responsáveis pela defesa do organismo), ao mesmo tempo em que não permite a multiplicação do vírus causador da doença, o HIV.

PAÍSES DO MERCOSUL ELABORAM PLANO DE PREVENÇÃO CONTRA PULGÃO

Pesquisadores da Argentina, Paraguai, Brasil, Uruguai e Bolívia se reuniram no Centro Nacional de Pesquisa do Trigo (CNPTrigo), da EMBRAPA, em Passo Fundo (RS), para discutir formas de prevenção contra o pulgão russo (Diuraphis noxia)-- uma nova praga que foi detectada pela primeira vez no continente há três anos, no Chile, e que é capaz de destrur 40% da produção de cereais de inverno, especialmente trigo, cevada, aveia e centeio, podendo, até mesmo, provocar a quebra total da produção.

AS VANTAGENS BRASILEIRAS PREOCUPAM OS FABRICANTES ARGENTINOS

A moeda forte argentina e a situação recessiva do mercado brasileiro está causando um impasse entre as duas indústrias calçadistas. O Brasil aproveita o câmbio favorável para aumentar sua participação naquele mercado, tem interesse em adquirir o couro argentino-- considerado de boa qualidade-- e em participar de feiras realizadas naquele país. A Argentina, por sua vez, tenta se proteger levando a seu governo reivindicações para que não permita a venda de couro cru e para que impeça uma concorrência que consideram desleal.

SENADO APROVA MUDANÇAS NO MINISTÉRIO DAS RELAÇÕES EXTERIORES

O Senado Federal aprovou ontem o projeto de lei que altera a estrutura do Ministério das Relações Exteriores. Agora, o Itamaraty contará com quatro subsecretarias gerais: de Assuntos Políticos; Econômicos; de Integração; Promoção Comercial e Cooperação; e do Serviço Exterior. Também foi criado o "cargo de natureza especial de secretário-geral das Relações Exteriores". A reforma acabou com as três secretarias-gerais (de Política Exterior, Executiva e de Controle), instituídas no início do governo Collor (GM).

ANGRA 2 TERÁ US$860 MILHÕES

O Brasil acertou ontem com a Alemanha um pacote de financiamento de US$860 milhões, que viabiliza a retomada da construção da usina de energia nuclear Angra 2, em Angra dos Reis (RJ), paralisada há nove anos. Do total, US$580 milhões são de financiamentos já aprovados mais nunca alocados e US$280 milhões são de novos financiamentos. O acordo foi firmado entre o ministro das Minas e Energia, Pratini de Moraes, e o Ministério da Economia alemão, com a KFW (agência de financiamento oficial para projetos de desenvolvimento) e com o Dresdner Bank.

COTAÇÃO DO DÓLAR NORTE-AMERICANO

Os bancos negociavam ontem o dólar norte-americano para importação e exportação entre Cr$3.660,60 e Cr$3.660,70. No mercado paralelo o dólar teve o preço de Cr$3.870,00 para compra e Cr$3.920,00 para venda em São Paulo. No Rio de Janeiro a Cr$3.870,00 e Cr$3.920,00. O dólar-turismo foi negociado a Cr$3.860,00 para compra e Cr$3.910,00 para venda em São Paulo e a Cr$3.780,00 e Cr$3.920,00 no Rio de Janeiro (GM).

PAÍS EM DESENVOLVIMENTO DEVE MAIS

A dívida externa (bancária, bancária relacionada com o comércio e não- bancária) dos países em desenvolvimento aumentou ligeiramente em 1991. A informação foi divulgada ontem, na Suíça, pelo BIS (Banco de Compensações Internacionais). Segundo o BIS, a dívida externa total dos 156 países em desenvolvimento com bancos que apresentaram relatórios ao BIS e a não-bancos em 20 países pertencentes à OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico) aumentou de US$777,3 bilhões no final de 1990 para US$790,4 bilhões em 1991.

BRASIL FECHA ACORDO DA DÍVIDA COM BANCOS

O governo brasileiro anunciou ontem um "acordo de princípios" com os bancos privados para reescalonar uma dívida de US$44 bilhões, pelas regras do Plano Brady. A negociação durou 10 meses e 20 dias e encerra um período de 10 anos de crise na dívida externa. O país queria um desconto de 37,5%; conseguiu 35%. Os prazos de pagamentos variam de 18 a 30 anos, com juros limitados a um máximo de 6% ao ano (a média dos últimos anos foi de 9%). Um item prevê novos empréstimos dos bancos, mas nenhuma instituição se pronunciou.

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