Duas empresas do grupo Votorantim pagaram à Empresa Participações e Construções Ltda.-- a EPC, do empresário Paulo César Farias, o PC-- pelo menos Cr$2,660 milhões em maio de 1990, segundo já apurou a Polícia Federal de São Paulo. Esse valor equivalia na época a US$45 mil, que correspondem hoje a Cr$170 milhões. Embora o empresário Antônio Ermírio de Moraes, presidente do grupo, tenha afirmado em depoimento à PF que desconhecia qualquer negociação de suas empresas com a EPC, dois diretores confirmaram em São Paulo ao delegado Paulo Lacerda, que preside o inquérito contra PC Farias, que a Companhia Brasileira de Alumínios e a Transportes Especiais Olímpia realizaram pagamentos à empresa de PC. A PF suspeita de que essas e outras empresas pagaram propinas a PC por intermediação de contratos com o governo. Os diretores das duas empresas do grupo Votorantim deram a mesma justificativa para os pagamentos: a contratação de etudos para o grupo sobre a viabilidade de expansão dos negócios para Alagoas (O Globo).