CNI CRITICA REFORMA FISCAL

A maioria das empresas pagará mais impostos no próximo ano, se a recessão continuar e for aprovada a reforma tributária proposta pelo governo. A conclusão é de estudo divulgado ontem pela CNI (Confederação Nacional da Indústria). A carga fiscal, de acordo com o estudo, tenderá a aumentar para as empresas de baixa rentabilidade e a diminuir para as mais lucrativas e com menor valor de ativos. O imposto sobre ativos, uma das inovações previstas pela comissão da reforma fiscal, pesará muito sobre as empresas com baixa rentabilidade, segundo os cálculos da CNI.

BRASIL E ARGENTINA PROCURAM HARMONIZAR POSIÇÕES NOS ORGANISMOS

Brasil e Argentina iniciam hoje, em Buenos Aires, reunião de consulta ampla sobre temas políticos multilaterais, regionais e bilaterais, com ênfase em questões relacionadas com a implementação do Tratado de Tlatelolco de não proliferação nuclear no continente latino-americano, o MERCOSUL e o aproveitamento hidrelétrico do Alto Uruguai.

ABERTURA DE MERCADOS ALTERA ROTA DE PRODUTOS EXPORTADOS DOS EUA

No ano passado, 20% do comércio mundial ocorreram a partir de zonas de livre comércio, como a que foi instalada em Manaus (AM). O número dessas zonas está crescendo. Só nos EUA, onde havia nove até 1970, o número saltou para 32 em 1974 e 333 no ano passado. O vice-presidente da Miami Free Zone Corporation, Robert B. Sproul, acompanha esse desdobramento com atenção. Eu sempre me surpreendi com o volume de exportações que saem de Miami
49290 para uma pequena economia como a do Paraguai, que alcançaram US$169,8

URUGUAI QUER AUMENTAR O INTERCÂMBIO COMERCIAL

As conversações entre uruguaios e brasileiros para tentar implementar o MERCOSUL tiveram, na semana passada, um grande impulso, com a visita do ministro da Indústria, Energia e Mineração daquele país, Eduardo Ache Bianchi. Existem ainda várias diferenças que serão equacionadas e há fortes indícios de que os cronogramas acordados entre os quatro países que assinaram o tratado possam ser adiados.

COORDENAR AS POLÍTICAS CAMBIAIS

O ex-ministro Luiz Carlos Bresser Pereira defendeu, ontem, a necessidade de definir uma taxa de câmbio fixa, ou com uma pequena margem de variação, entre Brasil e Argentina, a fim de evitar maiores desequilíbrios comerciais entre os dois países. Segundo ele, esta é uma condição fundamental para a implementação do MERCOSUL. "A situação atual é inviável diante do déficit comercial da Argentina com o Brasil, estimado em US$1 bilhão este ano", ressaltou.

PETROLEIROS QUEREM REAJUSTE SALARIAL DE 82% A 160%

Os petroleiros, categoria integrada por 53 mil empregados da PETROBRÁS, estão reivindicando à empresa reajustes de 82% a 160% sobre os salários de agosto, como reposição de perdas calculadas desde setembro do ano passado. Este é um dos 139 itens da pauta de reivindicações para renovação do acordo coletivo deste ano, que expira em 1o. de setembro (data-base da categoria). Na pauta dos petroleiros, consta também a proposta de se discutir a manutenção do monopólio exercido pela PETROBRÁS, com a retomada de seus investimentos (GM).

FIOCRUZ ASSINA CONVÊNIO COM A CHINA

O Ministério da Ciência e Tecnologia da China e a Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ) assinaram ontem convênio de cooperação tecnológica para o desenvolvimento conjunto de pesquisas visando o uso de plantas medicinais no combate à AIDS. O projeto será executado nos moldes do atual intercâmbio entre chineses e norte-americanos, que estão testando a ação de substâncias extraídas de ervas em doentes com AIDS de São Francisco, na Califórnia.

CNA CRITICA NOVO INDEXADOR AGRÍCOLA

A criação da Unidade de Referência Rural e Agroindustrial (Uref) para ser o novo indexador do setor rural, atrelando Valores Básicos de Custeio (VBC), preços mínimos e financiamentos, não satisfaz as necessidades dos produtores. A afirmação é do presidente da Confederação Nacional da Agricultural (CNA), Antonio Ernesto Salvo. Para ele, "não passará de uma troca de nomes", caso a correção mensal da Uref obedeça a variação integral da Taxa Referencial.

DINHEIRO PARA IRRIGAÇÃO

O ministro da Agricultura, Antônio Cabrera, assinou ontem convênios com o governador do Rio Grande do Sul, Alceu Collares (PDT), da ordem de Cr$47 bilhões. Do total, Cr$33 bilhões se destinam a sete projetos de irrigação em diferentes pontos do estado. Pelos convênios, o governo gaúcho se compromete a investir Cr$9,071 bilhões, enquanto o governo federal entra com Cr$24 bilhões.

SECRETÁRIO DIZ QUE POLÍTICOS ESCOLHEM AONDE VÃO OS RECURSOS

O ministro da Economia, Marcílio Marques Moreira, decidiu ceder um pouco. O ministro da Ação Social, Ricardo Fiúza, deverá receber um pedaço dos Cr$5,3 trilhões que reivindica para a área da construção civil; o ministro dos Transportes e Comunicações, Affonso Camargo, também poderá receber uma parcela dos US$100 milhões mensais que deseja para recuperação de rodovias; e o Ministério das Minas e Energia terá algum recurso para tocas as obras prioritárias.

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