SECRETÁRIO DIZ QUE POLÍTICOS ESCOLHEM AONDE VÃO OS RECURSOS

O ministro da Economia, Marcílio Marques Moreira, decidiu ceder um pouco. O ministro da Ação Social, Ricardo Fiúza, deverá receber um pedaço dos Cr$5,3 trilhões que reivindica para a área da construção civil; o ministro dos Transportes e Comunicações, Affonso Camargo, também poderá receber uma parcela dos US$100 milhões mensais que deseja para recuperação de rodovias; e o Ministério das Minas e Energia terá algum recurso para tocas as obras prioritárias. Definida a postura do Ministério da Economia, de tentar acomodar as pressões políticas por mais gastos, agora a hora é de fazer as contas. A receita tributária despencou em julho último registrando uma queda real de 10% sobre o mês anterior (de Cr$12,3 trilhões para Cr$11 trilhões). O secretário-executivo do Ministério da Economia, Luiz Antônio Gonçalves, disse ontem que "à área econômica não cabe decidir onde os recursos serão gastos, mas simplesmente evitar que estourem os tetos do Orçamento Geral da União". Os políticos, "como representantes legítimos da sociedade, é que devem escolher para onde vão os recursos públicos", assinalou. Para ele, a essência do programa econômico (acertado com o FMI) é "a aprovação da reforma fiscal". Se o Congresso garantir essa aprovação, "dá para levar bem a política econômica até o final do ano", acredita (GM).