ACORDO DOS EUA AMEAÇA EXPORTAÇÕES BRASILEIRAS

As exportações do Brasil estão ameaçadas, de um lado, pelo acordo comercial entre EUA, Canadá e México (NAFTA), e de outro pelo Ato Único Europeu, que protege os produtos agrícolas da CEE (Comunidade Econômica Européia). A conclusão é de diplomatas brasileiros, que sustentam que a opção pelo MERCOSUL é uma consequência da realidade do comércio exterior.

COMPULSÓRIO SOBRE CARROS SERÁ DEVOLVIDO DE UMA SÓ VEZ

Quem tem direito à devolução do empréstimo compulsório cobrado sobre a compra de automóveis receberá o dinheiro de uma só vez, e não em 10 parcelas mensais, como havia sido anunciado pelo governo. Mas a devolução, que começa em fins de setembro, será feita em lotes mensais, a exemplo do que ocorre com a restituição do Imposto de Renda. Segundo o diretor de Política Monetária do Banco Central, Pedro Bodin, o compulsório-- que foi cobrado entre 1986 e 1988-- deve ser devolvido em ordem cronológica de pagamento. Ou seja, receberá primeiro quem pagou primeiro.

BC CRIA NOVO TÍTULO PÚBLICO E NOVO CDB

O Banco Central criou ontem duas novas alternativas de investimento no mercado de títulos públicos e privados, que incentivam a aplicação de mais longo prazo. A partir de hoje, os investidores poderão optar pelo CDB (Certificado de Depósito Bancário) com prazo superior a 90 dias, indexado a qualquer taxa de juros flutuantes, além da TR, e podendo ser repactuado a cada 30 dias. No mercado de títulos públicos, foi instituído o BBCE (Bônus do Banco Central-- Série Especial), que serão oferecidos em leilões, a partir de setembro, com prazo mínimo de 84 dias.

REGISTRO NO MERCOSUL

As negociações para a criação de um segundo registro de navios do MERCOSUL estão ganhando força. Já começaram as reuniões mensais entre as autoridades marítimas do Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai para tratar do assunto (O Globo).

PORTO DE SANTOS RECEBERÁ US$220 MILHÕES DO JAPÃO

O porto de Santos (SP) receberá este ano US$220 milhões do Fundo Nakazone, do governo do Japão, que somados aos US$140 milhões a serem investidos pela Companhia Docas do Estado de São Paulo (CODESP) permitirão a ampliação do terminal de contêineres, do corredor de exportação e a modernização do terminal de fertilizantes. Segundo o presidente da CODESP, José da Costa Teixeira, o porto contará ainda com investimentos de US$25 milhões da iniciativa privada este ano (O Globo).

MERCADO FINANCEIRO DEBETE O MERCOSUL

Operadores dos mercados financeiros e de capitais da Argentina e do Brasil concluíram ontem que será preciso o governo brasileiro unificar o câmbio comercial e flutuante, além de equalizar o tratamento tributário sobre ganhos de capital, para que o MERCOSUL dê certo.

ONU ACHA QUE INTEGRAÇÃO VAI DEMORAR

O chefe do Setor de Pesquisa e Análise de Políticas de Desenvolvimento Econômico e Social da ONU, Karl Sauvant, afirmou ontem, em Belo Horizonte (MG), que os resultados até o momento obtidos no MERCOSUL "demonstram que ele é um sucesso". Ressaltou, porém, que levará algum tempo ainda para que os países-membros do acordo passem da fase de integração comercial para a de integração também produtiva, como vem ocorrendo nos mercados comuns formados pelos países desenvolvidos.

LAFER PROPÕE ADAPTAR AS LEGISLAÇÕES

O processo de integração do MERCOSUL tem, entre outros desafios, inúmeras tarefas específicas no campo de Direito Público, como a harmonização legislativa e a cooperação judiciária. Esse aspecto do processo de integração foi destacado ontem pelo ministro das Relações Exteriores, Celso Lafer, durante a sessão de abertura do Congresso Extraordinário da Federação Latino-Americana de Magistrados (Flam), no Itamaraty. Segundo Lafer, as tarefas no campo jurídico serão muito importante no processo de integração.

GEISEL DIZ QUE É "HORA DE CALAR"

A hora é de calar. Com esta frase o ex-presidente Ernesto Geisel esquivou-se ontem de comentar a crise do governo Collor, durante cerimônia realizada no Quartel-General do Exército, em Brasília (DF). O general Geisel conversou por 40 minutos com o ministro do Exército, general Carlos Tinoco, mas evitou a imprensa (JC).

BC USARÁ RESERVAS PARA CONTER PREÇOS

O Banco Central vai usar os US$22 bilhões das reservas cambiais para manter estáveis as cotações do dólar e do ouro e desestimular especulações com preços. Além disso, com uma política de juros reais tentará conter a inflação. Como os agentes econômicos estarão preocupados com os desdobramentos da crise política, o país corre o risco de sofrer um aumento na frequência das remarcações de preços e na especulação com estoques.

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