ACORDO PETROQUÍMICO

A Associação Petroquímica Latino-Americana vai realizar amanhã, em Buenos Aures, uma reunião entre empresas petroquímicas do Brasil e da Argentina. O encontro deverá permitir a conclusão de um acordo no campo das resinas poliolefínicas e iniciar outro no setor de elastômeros. O fluxo do comércio petroquímico entre os dois países está em US$30 milhões por ano (JB).

GOVERNO OFERECE US$1 BILHÃO CONTRA O "IMPEACHMENT"

A ofensiva do governo para tentar derrubar o pedido de Impeachment" do presidente Fernando Collor pode causar aos cofres públicos pelo menos US$1 bilhão (cerca de Cr$4,7 trilhões). Esta é a soma dos recursos já reservados para distribuição política até o final do ano. Para evitar o impeachment, o governo precisa do apoio de 168 dos 503 deputados. O volume de recursos já destinados equivale a US$5,9 milhões por voto.

GOVERNADORES DO PFL LIBERAM SUAS BANCADAS

Exceto Antônio Carlos Magalhães, da Bahia, todos os governadores do PFL decidiram liberar suas bancadas federais durante a votação do impeachment do presidente Fernando Collor. Ontem foi a vez de José Agripino Maia, do Rio Grande do Norte, dizer que, ao ser consultado por parlamentares, sugere que "cada um deve votar segundo sua consciência". Sua bancada é composta de quatro deputados. Já manifestaram publicamente sua opinião os governadores Joaquim Francisco (PE), Vilson Kleinunbing (SC) e Jaime Campos (MT).

IBSEN DESCARTA SOLIDARIEDADE POLÍTICA COM O CRIME

A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) entregou ontem ao Congresso Nacional a nota em que se dispõe a requerer o Impeachment" do presidente Fernando Collor. O ato foi marcado por discursos veementes em favor de uma "limpeza" na administração pública. Para o presidente da OAB, Marcelo Lavenere, os advogados, "tomados de sagrada indgnação e inconfortável repulsa pelo que a imprensa tem evidenciado", não poderiam se calar.

CHEQUE LIGA GASTOS DE CAMPANHA A COLLOR

O deputado federal Waldir Guerra (PFL-MS), irmão do ex-ministro da Saúde, Alceni Guerra, afirmou ontem que o cheque em seu nome, encontrado pela CPI do caso PC Farias, foi resultado de um pagamento de uma dívida da campanha do presidente Fernando Collor. O chque, de acordo com informações do deputado, mostra, pela primeira vez, a ligação entre os gastos da campanha e o governo Collor. Atropela ainda a versão do ex-secretário particular de Collor, Cláudio Vieira, segundo a qual a campanha teve uma farta arrecadação de dinheiro.

QUÉRCIA DIZ À CPI QUE VENDA DA VASP FOI "UM SUCESSO"

O ex-governador de São Paulo e presidente do PMDB, Orestes Quércia, sustentou ontem na CPI da Câmara que investiga a privatização da VASP que a operação de venda do controle acionário da companhia ao grupo Canhedo foi um sucesso, além de ter sido realizada com toda a transparência.

NOVOS "FANTASMAS" APÓS A INSTALAÇÃO DA CPI

A CPI do caso PC Farias descobriu ontem um sistema de "lavagem" de dinheiro do esquema PC montado a partir da instalação da comissão, a 1o. de junho. Dois cheques no valor de Cr$800 milhões saíram das contas da EPC e do fantasma Flávio Maurício Ramos, no dia 1o. de junho, e pararam na conta de Joaquim Soares Feliciano cinco dias depois, passando por três contas em três estados. No meio do trajeto foi utilizada a conta de um novo fantasma, Honório Xavier da Silva, o 12o. do esquema PC.

MELLÃO DIZ QUE HOUVE "EQUÍVOCO" NA REFORMA ADMINISTRATIVA

O governo descobriu, após dois anos e meio, que não tem funcionários demais. O ministro do Trabalho e Administração Federal, João Mellão, disse ontem que houve um "equívoco" na reforma administrativa, realizada pelo ex-ministro João Santana, que colocou 53,2 mil funcionários públicos em disponibilidade recebendo salários integrais para ficar em casa. Segundo Mellão, o que existe é falta de qualificação e má distribuição de funcionários. Por isso, Mellão quer reciclar e formar cerca de 100 mil funcionários por ano.

COLLOR DESTINA MAIS CR$162,5 BILHÕES À SAÚDE

O presidente Fernando Collor assinou ontem decretos abrindo créditos suplementares de Cr$163,5 bilhões. O Ministério da Saúde fica com Cr$162,5 bilhões. O dinheiro será usado em assistência alimentar e nutricional, compra e distribuição de medicamentos, recursos humanos, controle de doenças endêmicas na região Nordeste e controle epidemiológico. A EMBRAPA receberá Cr$1 bilhão. A verba será usada para pagamento de diárias dos funcionários da empresa (FSP).

PLANALTO RECORRERÁ A ACÓRDÃO DO STF

O governo decidiu partir para o ataque e vai usar um acórdão do STF (Supremo Tribunal Federal), de fevereiro de 1990-- determinando o arquivamento de pedido de Impeachment" contra o então presidente José Sarney--, para tentar impedir a tramitação do processo na Câmara contra o presidente Collor. De acordo com o documento, no entendimento do STF, os artigos da lei 1.079 que tratam da tramitação do Impeachment" não estão mais em vigor. O acórdão do STF é a principal arma do governo na guerra jurídica que será travada na discussão do Impeachment" do presidente.

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