BRASIL VAI PRECISAR DE 18,4 MILHÕES DE HABITAÇÕES

As necessidades de habitação no Brasil até o ano 2000 são da ordem de 18,4 milhões de unidades-- 14,1 milhões relativas a área urbana. O déficit de moradias no Brasil é superior a 12 milhões de habitações. Considerando-se um tamanho médio de família de quatro pessoas, a deficiência habitacional atinge mais de 50 milhões de pessoas. E cerca de 77% do déficit habitacional se concentra nas famílias com renda de até três salários-mínimos. A faixa até cinco salários-mínimos concentra praticamente a totalidade do problema habitacional brasileiro.

ELEITORES APONTAM AS PRIORIDADES NOS ESTADOS

Pesquisa Datafolha realizada em cinco estados (Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Goiás, Minas Gerais e Bahia) e no Distrito Federal mostra que os eleitores consideram a saúde pública o principal problema a ser enfrentado pelos próximos governadores. Em segundo lugar, aparece a educação. Os outros problemas mencionados com mais frequ"ência pelos eleitores foram desemprego, habitação e segurança. Os eleitores do RS são os mais preocupados com a saúde pública: 75% consideram a área prioritária.

DUAS CRIANÇAS ASSASSINADAS POR DIA EM 94 NO RIO DE JANEIRO

Um levantamento da 2a. Vara de Infância do Juizado de Menores do Rio de Janeiro indica que há uma guerra não declarada contra crianças e adolescentes na cidade. Pelos dados de janeiro a julho deste ano, 653 crianças e adolescentes tiveram morte violenta. Desse total, pelo menos 336 menores foram assassinados, contando-se apenas os crimes praticados por armas brancas e de fogo (outras ocorrências teriam sido acidentais). No caso dos assassinatos, são 48 por mês, em média, ou dois assassinatos por dia.

QUADRILHAS DE MILITARES ARMAM O TRÁFICO NO RJ

Os militares da Marinha, Exército e Aeronáutica dos quartéis do Rio de Janeiro estão às voltas com o inimigo interno. São bandos integrados por militares da ativa, especializados no roubo, furto e desvio de armas e munição, que se tornaram alguns dos principais fornecedores de armamento para as quadrilhas de traficantes, assaltantes e sequ"estradores do estado.

NÚMERO DE POBRES AUMENTOU COM O REAL

O percentual da População Economicamente Ativa (PEA) que ganha menos de um salário-mínimo subiu quase 14% nos três meses após o Plano Real, em comparação com os três meses anteriores. A expansão para o Produto Interno Bruto (PIB) este ano, que pode esbarrar nos 6%, dificilmente melhorará as condições do mercado de trabalho, que são péssimas e estão até piorando. A avaliação é da economista do Centro de Estudos de Economia e Governo da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Maria Cecília Prates Rodrigues.

NEOLIBERAIS DOMINARÃO O LEGISLATIVO

O perfil político da Câmara dos Deputados eleita em três de outubro será diferente da atual. Registrou-se o crescimento da ala de centro, a redução da centro-esquerda e, finalmente, diminuição da direita. A tendência, de acordo com levantamento feito pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP), é o surgimento de maior número de defensores das teses neoliberais, ainda que disfarçadas por discurso social-democrata.

PESQUISA REVELA O QUE PENSAM AS ELITES BRASILEIRAS

As elites brasileiras, que em 1964 recorreram às Forças Armadas para derrubar o governo constitucional de João Goulart, hoje defendem o fortalecimento das instituições democráticas, em especial o Congresso Nacional.

GOVERNO PODERÁ IMPLANTAR PROGRAMA DE SAÚDE PÚBLICA

O presidente Itamar Franco pode implantar, a título de experiência, até o fim de seu governo, um projeto levado a ele pelo deputado federal Miro Teixeira (PDT-RJ), que-- se o lobby dos seguros de saúde privados não for mais forte-- promete revolucionar o sistema de saúde brasileiro. Trata-se do Programa de Saúde Pública, uma forma aperfeiçoada, graças à informática, dos cheques-saúde, idealizados durante o governo Sarney pelo então ministro Raphael de Almeida Magalhães-- nunca implantado por conta da enorme vulnerabilidade a fraudes.

REAL CHEGARÁ A DEZEMBRO 30% ACIMA DO DÓLAR

Até o fim do ano o real conseguirá valorização de 30%, já levando em conta a inflação, em relação ao dólar, o que põe em risco a estabilidade do plano. Esse mesmo índice demorou mais de um ano para ser atingido nos programas de estabilização do México e da Argentina. O aumento dos juros aqui atrai dinheiro de fora, derrubando a cotação do dólar. Nem mesmo as restrições ao capital externo reduziram a enxurrada. A média diária pulou de US$11 milhões, em outubro, para US$49 milhões. A valorização torna as mercadorias muito caras (JB).

LAGOAS PODERÃO TER MAIS PROTEÇÃO

As 20 lagoas do Estado do Rio de Janeiro, que sofrem constantes aterros e drenagens, poderão ganhar mais proteção. O caminho foi averto com uma decisão da Justiça sobre a Lagoa de Araruama, segunda maior do estado.

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