Enviado por admin em qui, 05/05/1988 - 00:00
De acordo com dados da Polícia Federal, cerca de 1,25 milhão de brasileiros deixaram o país de 1985 a 1987 e não regressaram. O destino da maioria foi a América do Norte e Europa, uma parcela menor foi para a África e Oriente Médio. Segundo a PF, esses migrantes estão atuando nos projetos de construção civil executados por empresas brasileiras. Com exceção dos que já foram com emprego definido e documentação organizada, grande parte dos que saíram do país está em situação irregular no exterior, apenas com vistos de turistas.
Enviado por admin em qui, 05/05/1988 - 00:00
Segundo o diretor de Controle da SIDERBRÁS, Luís Aníbal de Lima Fernandes, a abertura do capital das usinas de aços planos, com prioridade para USIMINAS e as siderúrgicas de Tubarão e Nacional (CSN), é o principal ponto do programa de privatização e venda de ativos da SIDERBRÁS, a "holding" estatal do setor. O plano, que será enviado ao MIC (Ministério da Indústria e Comércio) dentro de 15 dias, tem o objetivo de superar a falta de recursos financeiros e conseguir mais eficiência.
Enviado por admin em qui, 05/05/1988 - 00:00
O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) aprovou ontem um financiamento de 63 milhões e 300 mil OTNs (Obrigações do Tesouro Nacional), Cz$71,8 bilhões (cerca de US$500 milhões) para o projeto de expansão da Companhia Petroquímica do Nordeste (COPENE), principal centro produtor de matérias-primas para o Pólo Petroquímico de Camaçari, na Bahia.
Enviado por admin em qui, 05/05/1988 - 00:00
Os 12 mil metalúrgicos ligados ao Sindicato dos Metalúrgicos de Niterói (RJ) em greve desde o dia 29 de março retornam hoje ao trabalho. Eles aceitaram a contraproposta patronal de concessão de reajustes salariais imediatos de 60% para os trabalhadores das indústrias navais e de 55% para os metalúrgicos das indústrias mecânicas. Os metalúrgicos reivindicavam reajuste salarial de 70% (GM).
Enviado por admin em qui, 05/05/1988 - 00:00
Continua por tempo indeterminado a greve iniciada no último dia 2 na Refinaria Henrique Lage (REVAP), da PETROBRÁS, em São José dos Campos (SP). Cerca de 75% dos 1,3 mil trabalhadores estão parados. Eles reivindicam além da manutenção da URP (Unidade de Referência de Preços), reajuste salarial emergencial de 103%, como recuperação das perdas desde o início do segundo semestre do ano passado (FSP).
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Os funcionários da Brastemp no ABC paulista, em sua maioria metalúrgicos, voltaram ontem ao trabalho, após uma greve que afetou apenas o turno da tarde de anteontem. A paralisação foi em protesto pela demissão de 800 dos seis mil trabalhadores da empresa. A empresa negou-se a rever as demissões, mas garantiu aos trabalhadores que novas dispensas não serão efetuadas (FSP).
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Os 3,8 mil bancários de bancos privados de Brasília (DF), retornam hoje ao trabalho depois de uma paralisação de 24 horas. A greve foi em protesto contra as perdas salariais-- de 47%-- e a não abertura de negociações pelos empregadores (FSP).
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Os petroleiros do Rio de Janeiro, reunidos em assembléia-geral, decidiram encerrar a greve de 48 horas contra o congelamento da URP (Unidade de Referência de Preços). Na Refinaria de Duque de Caxias (REDUC), a PETROBRÁS permitiu que 20 dos 420 retidos pela empresa desde o dia 2 saíssem para se juntar aos 300 grevistas. A REDUC informou que apenas duas unidades de lubrificantes foram paradas, mas por motivo de segurança (JB).
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No segundo e último dia da greve dos funcionários públicos e de empresas estatais contra o congelamento da URP (Unidade de Referência de Preços), foram anunciadas as primeiras demissões. A CVRD (Companhia Vale do Rio Doce) demitiu 15 funcionários em Carajás (PA), 19 em Vitória (ES) e um em Timbopeba (MG). A PETROBRÁS também preparou uma lista de 44 demissões, 14 suspensões e 51 advertências, obedecendo uma recomendação do presidente José Sarney. A CODESP (Companhia Docas de São Paulo) demitiu 15 funcionários do Porto de Santos que aderiram à greve.
Enviado por admin em qui, 05/05/1988 - 00:00
O TST (Tribunal Superior do Trabalho) concedeu ontem aos marítimos do Lloyd Brasileiro reajuste de 73,55% sobre os salários de janeiro último, ao julgar o dissídio coletivo da categoria. O índice contraria a política econômica do governo, já que o CISE (Conselho Interministerial de Salários das Estatais) autorizou apenas aumento de 38% (JB).
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