GOVERNO PRECISARÁ INVESTIR US$50 MILHÕES NA MAFERSA

O governo precisará investir pelo menos US$50 milhões na Mafersa, se quiser privatizá-la. A situação financeira da estatal é crítica, como uma dívida que, em 31 de outubro, chegava a NCz$66,5 milhões, com bancos, fornecedores e o IAPAS. E a única forma de recuperação é a injeção maçiça de recursos. As conclusões constam de um relatório confidencial encaminhado pela diretoria da empresa à BNDESPar, subsidiária do BNDES e que detém seu controle acionário (O Globo).

SARNEY SÓ PASSARÁ INFORMAÇÕES APÓS A POSSE

O presidente José Sarney disse ontem que não pretende abrir as informações do governo aos dois candidatos que disputam o segundo turno das eleições presidenciais e que isso não será feito antes da transmissão do cargo. Segundo o presidente, o candidato eleito terá o mesmo direito constitucional de acesso aos números, programas e realizações do governo que qualquer cidadão brasileiro.

SARNEY EXAMINA PROPOSTA SOBRE COBRANÇA DE ALUGUÉIS

O presidente José Sarney está examinando proposta do Consultor Geral da República, Clóvis Ferro Costa, de limitar a cobrança de aluguéis residenciais a 1% do valor utilizado para cobrança do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) no ano anterior ao estabalecimento do contrato. Para locações comerciais, o limite seria de 2%.

BOCAYUVA CUNHA DEFENDE RENÚNCIA DE "LULA"

Representante do PDT na Conferência da Internacional Socialista, o deputado Bocayuva Cunha defendeu ontem, em Genebra, a substituição do candidato Luís Inácio da Silva (PT) pelo senador Mário Covas (PSDB) na disputa com Fernando Collor de Mello (PRN). Bocayuva reafirmou que é difícil a transferência de votos do PDT para o PT. No Uruguai, o ex- governador Leonel Brizola também voltou a sugerir a renúncia de "Lula" (O Globo).

LULA REAGE À ACUSAÇÃO DE COLLOR

O candidato da Frente Brasil Popular, Luís Inácio da Silva, reagiu ontem à acusação de que o PT prega derramamento de sangue, feita por seu oponente Fernando Collor de Mello (PRN), qualificando esse discurso de imbecil, "tacanho" e "rançoso". "Lula", que visitou portas de fábrica pela manhã e à tarde reuniu-se com os prefeitos petistas de todo o país e com os integrantes do Diretório Nacional do partido, disse que Collor baixou o nível da campanha (JB).

MAÍLSON DESCARTA "CHOQUE" PÓS-ELEITORAL

O ministro da Fazenda, Maílson da Nóbrega descartou ontem em São Paulo a possibilidade de um choque pós-eleitoral na economia e de uma minidesvalorização cambial, sugeridas por alguns empresários. Segundo ele, a situação continua sob controle e a inflação preliminarmente divulgada, de 41,02%, está dentro das expectativas (O ESP).

SÃO PAULO AUMENTA O ICMS PARA 18%

A Assembléia Legislativa de São Paulo aprovou anteontem a elevação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) de 17% para 18%. Essa nova alíquota será cobrada sobre a maioria dos produtos e serviços no estado e dará aos cofres do governo uma receita adicional de US$400 milhões por ano, segundo cálculos do assessor-tributário da Secretaria da Fazenda, Clóvis Panzarini (O ESP).

PAÍSES DEFINEM AÇÃO NA AMAZÔNIA

Os oito países amazônicos definirão hoje, em Brasília, os programas que executarão juntos pela primeira vez na área de meio ambiente. A Comissão Especial de Meio Ambiente (CEMA) do Tratado de Cooperação Amazônica, formada por Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname, Venezuela e Bolívia, está discutindo desde o último dia 22 a implantação de oito programas, cujo valor parcial é de US$15 milhões, a serem financiados pelos próprios países e por instituições internacionais, como a FAO.

PMDB NÃO APOIARÁ COLLOR DE MELLO

A Comissão Executiva Nacional do PMDB decidiu ontem recusar "cabalmente qualquer cogitação" relativa à candidatura de Fernando Collor de Mello, condenou "a neutralidade e a omissão, que só servem ao conservadorismo", mas não definiu claramente o apoio do partido à candidatura de Luís Inácio da Silva. A Executiva, preocupada em não esfacelar o já dividido partido, aprovou um texto em que apenas recomenda que o voto dos peemedebistas seja dado a "Lula" (O ESP).

LULA ADMITE FORMAR GOVERNO DE COALIZÃO

A discussão de uma política de alianças para reforçar a campanha de Luís Inácio da Silva no segundo turno passará necessariamente pela formação de um governo de coalizão que o candidato do PT prefere chamar de "governo de co-responsabilidade" e outros dirigentes petistas de "governo de coalizão de esquerda". É esse o principal tom da reunião do diretório nacional do partido que termina hoje, em São Paulo, com pelo menos três pontos definidos: com quem fazer alianças, o prazo limite para as negociações e a natureza dos apoios (O ESP).

Páginas

Subscrever CRDOC RSS