DIEESE CALCULA PREFIXAÇÃO EM 6,26%

O índice de prefixação para os salários, que será anunciado pelo Ministério da Economia no dia 15, deve ser, no mínimo, de 6,26%. A avaliação é de economistas do DIEESE (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-econômicos) e da Confederação Nacional dos Metalúrgicos. Para chegar a este índice, os economistas se basearam no IPC (Índice de Preços ao Consumidor) de março (84,32%) e consideraram que a inflação de abril será zero.

PREFEITO DO RJ EXONERA SUPERINTENDENTE DO MEIO AMBIENTE

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcello Alencar (PDT), demitiu ontem do cargo a superintendente municipal de Meio Ambiente, Sônia Regina Pereira Brito. Ela disse que a decisão teve motivos políticos e colocou em suspeição a atitude do prefeito de revalidar licença para um grande projeto imobiliário que ela havia embargado no dia quatro de fevereiro. O projeto das empresas Carvalho Hosken e Barra da Tijuca prevê a construção na orla da Lagoa da Tijuca de 325 prédios de 18 pavimentos em área de manguezal com 3,5 milhões de metros quadrados.

A NOVA LEI ORGÂNICA DE SALVADOR

Os vereadores de Salvador (BA) promulgaram ontem a nova Lei Orgânica Municipal. Com 22 capítulos e 310 artigos, a nova Lei cria os Conselhos Municipais para determinar a política nas áreas de transporte, educação, saúde e lazer. Apontada como "avançada", a nova Lei apresenta falhas, como o dispositivo que dá ao prefeito o direito de contratar empréstimos no país e no exterior, sem autorização da Câmara Municipal (O Globo).

GOVERNO NÃO VAI LIBERAR MAIS RECURSOS PARA FOLHA SALARIAL

A ministra da Economia, Zélia Cardoso de Mello, disse ontem que o governo não pretende liberar mais recursos para atender às empresas que estão com dificuldades para pagar seus funcionários. "Todas as medidas em relação à folha de pagamento já foram tomadas", disse ela, garantindo que serão mantidas somente as linhas especiais de crédito já liberadas pelo Banco Central, de até Cr$15 milhões, com juros de 10% ao ano (O Globo).

METALÚRGICOS FIRMAM ACORDOS NO RIO DE JANEIRO

Os metalúrgicos do Rio de Janeiro conseguiram fechar dois acordos de estabilidade no emprego por seis meses, em troca da redução de 15% da jornada de trabalho e dos salários, mas com a garantia de que até o fim dos seis meses recebam com correção monetária a parcela do salário que foi cortada. O acordo foi firmado ontem entre duas pequenas metalúrgicas, Arquimedes e Fomaq, beneficiando cerca de 500 trabalhadores, e intermediado pelo sindicato da categoria.

POPULARES QUEREM A VOLTA DOS PROGRAMAS SOCIAIS

A interrupção dos programas sociais mantidos pela extinta SEAC (Secretaria Especial de Ação Comunitária) levou ontem cerca de duas mil pessoas, a maioria mulheres e crianças, a realizaram uma passeata de protesto pelas ruas do centro do Rio de Janeiro. A manifestação foi promovida por cerca de 100 associações de moradores e entidades assistenciais do Rio, que decidiram organizar uma caravana a Brasília, caso os programas não sejam reativados até o próximo dia 11.

ACORDO REDUZ DOIS TERÇOS DE TURNOS DE TRABALHO

A Resinac, de Jandira (SP), fez um acordo com seus 216 funcionários para vigorar até o final de abril. Os empregados trabalham um dia e descansam dois-- um pago pela empresa, outro descontado das férias do empregado. O acordo foi feito entre a empresa e a Associação dos Funcionários do Grupo Resinac, com a homologação do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Química local (GM).

METALÚRGICOS TROCAM REDUÇÃO DE SALÁRIOS POR ESTABILIDADE

Oito empresas metalúrgicas de Curitiba (PR) já fecharam acordos para redução do horário de trabalho e redução dos salários. Os acordos, intermediados pelo sindicato que congrega esses trabalhadores na capital e região metropolitana, incluem, como contrapartida, cláusulas de estabilidade no emprego para períodos que variam de 30 dias-- após o vencimento do acordo-- até o final do ano. No total atingem cerca de 10 mil trabalhadores.

CONSTRUÇÃO CIVIL DEMITE 20% NO RIO GRANDE DO SUL

O vice-presidente do Sindicato das Indústrias da Construção Civil do Rio Grande do Sul, Henrique Hemesath, informou ontem que 20% dos 130 mil trabalhadores do setor no estado já foram demitidos desde a decretação do Plano Collor. Segundo ele, a situação tende a se agravar nos próximos 15 ou 30 dias (GM).

O CUSTO DA CESTA BÁSICA EM MARÇO

O DIEESE (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio- econômicos) anunciou ontem que o custo da ração essencial mínima em março teve as seguintes elevações de preço nas seguintes cidades: Fortaleza (CE), 109,89%; Porto Alegre (RS), 95,69%; Rio de Janeiro (RJ), 86,39%; São Paulo (SP), 81,79%; Salvador (BA), 78,31%; e Brasília (DF), 71,64%. O DIEESE calcula que o salário-mínimo para um trabalhador manter uma família de quatro pessoas deveria ser, em março, de Cr$25.086,52 (GM) (O Globo).

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