COLLOR CRIA ASSESSORIA PARA ATENDER MUNICÍPIOS

A pedido da Associação Brasileira de Prefeitos, que representa cerca de 4,5 mil municípios, o presidente Fernando Collor vai manter, a partir de agora, uma assessoria para atender às reivindicações levadas a Brasília pelos prefeitos. A criação desse canal visa acabar com a intermediação dos escritórios de "lobby" na liberação de verbas do governo federal para os municípios. A primeira reunião de trabalho dessa assessoria com a Associação será na próxima semana.

OS DEMITIDOS NA CONSTRUÇÃO CIVIL EM SÃO PAULO

A indústria imobiliária (construções particulares) admitiu ontem oficialmente, pela primeira vez, que cerca de 20% (94.418 pessoas) dos operários contratados já foram demitidos em todo o Estado de São Paulo, desde a decretação do Plano Collor. A estimativa foi concluída e divulgada pela SECOVI (Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis de São Paulo) (GM).

LICENÇA REMUNERADA PARA 12 MIL EM SANTA CATARINA

As indústrias metalúrgicas de Joinville (SC) já concederam férias e licenças remuneradas para cerca de 12 mil dos 18 mil trabalhadores do setor em decorrência da queda nas vendas provocadas após a decretação do Plano Collor. Somente a Fundição Tupy deu férias e licença remunerada, de 17 dias, para 4,38 mil dos seus 7,3 mil empregados (GM).

COTAÇÃO DO DÓLAR NORTE-AMERICANO

Os bancos negociaram ontem o dólar norte-americano para importação e exportação entre Cr$42,35 e Cr$42,45. No mercado paralelo, o dólar teve o preço de Cr$62,00 para compra e Cr$64,00 para venda, em São Paulo, e Cr$60,00 e Cr$70,00 no Rio de Janeiro. O dólar-turismo foi negociado a Cr$50,00 para compra e Cr$60,00 para venda em São Paulo e Cr$57,00 e Cr$65,00 no Rio de Janeiro (GM).

ALPARGATAS DEMITE 680 FUNCIONÁRIOS EM MINAS GERAIS

A unidade da São Paulo Alpargatas em Pouso Alegre (MG) demitiu 680 dos dois mil empregados, após a decretação do Plano Collor. A denúncia é do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Calçados de Pouso Alegre. Outros 200 funcionários estão em licença remunerada de 10 dias (JC).

MERCEDES BENZ ADIA FIM DA LICENÇA REMUNERADA

A direção da Mercedes Benz anunciou ontem a prorrogação, por mais sete dias, da licença remunerada aos 8,5 mil operários que trabalham na área da produção, em São Bernardo do Campo (SP). A licença, que terminava no dia 15, acaba agora no dia 22 de abril (O ESP).

EMPRESÁRIOS E SINDICALISTAS APRESENTAM PROPOSTA AO GOVERNO

Um grupo composto por 15 líderes sindicais e 15 empresários esteve ontem com a ministra da Economia, Zélia Cardoso de Mello, e apresentou a seguinte proposta: a empresa que se comprometer a não demitir empregados por 30 dias poderá ter acesso aos cruzados novos (convertidos em cruzeiros) para pagar a folha de salários. O grupo sugeriu também que empresas que não tiverem recursos congelados possam ter acesso aos empréstimos com juros máximos de 7% ao ano, exclusivamente para pagar salários e encargos sociais.

ATO EM DEFESA DA CSN REÚNE DUAS MIL PESSOAS

Cerca de duas mil pessoas participaram ontem de um ato público promovido pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Volta Redonda (RJ) em protesto contra a paralisação de alguns setores produtivos da CSN (Companhia Siderúrgica Nacional), pela garantia do emprego e contra a ameaça de privatização da empresa. Não foram registrados incidentes. O presidente da CSN, Juvenal Osório, disse que a decisão de desativar, a princípio por 10 dias, 14 equipamentos do setor de produção vai representar um prejuízo de US$50 milhões, o que significa mais de 20% do faturamento de março.

PROGRAMA DO LEITE SERÁ REATIVADO

A distribuição dos tíquetes do programa do leite voltará a ser normalizada a partir do próximo dia 11, através das entidades cadastradas. O programa, que atende quase oito milhões de crianças de zero a sete anos, foi interrompido no dia dois, por falta de recursos financeiros. Segundo a secretária nacional de Promoção Social do Ministério da Ação Social, Flora Lys Spolidoro, cada família receberá 30 tíquetes mensais (O Dia).

FÓRUM DO FUNCIONALISMO PÚBLICO PREVÊ 76 MIL DEMISSÕES

O Fórum Intersindical dos Trabalhadores do Serviço Público do Rio de Janeiro prevê que pelo menos 76 mil (40%) funcionários públicos federais em serviço no estado serão demitidos ou colocados em disponibilidade em consequência da medida provisória no. 163 do Plano Collor. O coordenador do Fórum, Crispim Lemos Wanderley, disse, no entanto, que até ontem ainda não tinha notícias sobre o início das demissões no estado (FSP).

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