FERROVIÁRIOS E METROVIÁRIOS FAZEM PASSEATA

Cerca de 2 mil trabalhadores, entre ferroviários e metroviários, fizeram ontem, no centro do Rio de Janeiro, uma passeata contra o Plano Brasil Novo. A passeata foi acompanhada por 60 policiais das forças de choque do 5o. e do 13o. BPM. Não houve incidentes. Os ferroviários, em maioria no movimento, fizeram protesto contra a privatização da Rede, a estadualização da CBTU e a falta de estabilidade no emprego.

COTAÇÃO DO DÓLAR NORTE-AMERICANO

Bancos negociavam ontem o dólar para importação e exportação entre Cr$50,80 e Cr$50,90. No paralelo o dólar teve o preço de Cr$69,00 para compra e Cr$71,00 para venda em São Paulo. No Rio de Janeiro a Cr$67,00 e Cr$71,00. O dólar turismo foi negociado a Cr$64,00 para compra e Cr$67,00 para venda em São Paulo e Cr$67,00 e Cr$70,00 no Rio de Janeiro (GM).

REFORMA AGRÁRIA DEVERÁ COMEÇAR POR ÁREAS DESAPROPRIADAS

O ministro da Agricultura, Antônio Cabrera, sugeriu em relatório preliminar encaminhado esta semana ao presidente Fernando Collor de Mello que a reforma agrária comece por 2,5 milhões de hectares de terras já desapropriadas pelo governo e que até hoje não receberam assentamentos. O plano de reforma agrária está sendo elaborado por equipe chefiada pelo secretário geral do Ministério, Lourenço Vieira da Silva, até ser nomeado o secretário nacional de reforma agrária. A meta inicial de Cabrera é assentar em cinco anos cerca de 500 mil famílias.

SIEMENS REDUZ SALÁRIOS E JORNADA EM 20%

A Siemens reduziu em 20% a jornada de trabalho e os salários de seus 14 mil funcionários-- a maior parte deles metalúrgicos, que produzem principalmente bens de capital. A decisão está em vigor desde o último dia 23 e deve se estender, em princípio, até o final do mês de junho. Esse é o prazo em que o presidente da subsidiária brasileira da multinacional alemã, Hermann Wever, espera ver retomado o nível normal de vendas do grupo, com sete empresas, reduzido a 10% na segunda quinzena de março e a cerca de 50% em abril (FSP).

AS DEMISSÕES NA CONSTRUÇÃO CIVIL

Um levantamento parcial junto a nove sindicatos de trabalhadores da Grande São Paulo, dos setores metalúrgico, químico, farmacêutico, bancário e têxtil mostra que houve 26,2 mil demissões nesses segmentos após a adoção do Plano Collor. Nesse mercado, cerca de 40,5 mil trabalhadores tiveram seus salários e jornada de trabalho reduzidos. Computando números de outras regiões do país, o setor da construção civil foi o que mais demitiu.

EUA VÃO REFORÇAR PRESSÃO SOBRE O BRASIL

Os EUA vão reforçar a pressão sobre o Brasil para o fornecimento das patentes farmacêuticas no país. Depois de ver implantada no Brasil uma série de medidas comerciais liberalizantes exigidas em outras negociações, a propriedade intelectual na área farmacêutica será o novo foco das conversas entre os dois países (FSP).

JUSTIÇA NEGA HABEAS CORPUS A NAJI NAHAS

Por dois votos contra e um a favor, o Tribunal Regional Federal do Rio de Janeiro negou habeas corpus que solicitava a suspensão da prisão domiciliar do investidor Naji Nahas. Foi o segundo habeas corpus para a libertação de Nahas negado pelo TRF do Rio de Janeiro. O investidor teve prisão preventiva decretada no dia 20 de julho, ficou foragido por 100 dias e está em prisão domiciliar desde 30 de outubro. Os advogados de Nahas, Nilo Batista e José Carlos Dias, vão recorrer ao Superior Tribunal alegando que a prisão já foi além dos 81 dias previstos na lei (FSP).

GOVERNO QUER REDUÇÃO DE SETORES DA INDÚSTRIA

Algumas indústrias nacionais de grande porte receberam sinais claros do
29571 governo de que não devem contar com a abertura de torneiras para evitar
29571 uma recessão maior ou desemprego em larga escala nos seus setores. O
29571 governo entende que alguns segmentos da indústria brasileira estão
29571 superdimensionados e foram protegidos durante muitos anos, o que-- na
29571 avaliação oficial-- inibiu o incremento da produtividade. Os industriais

PREFIXAÇÃO ZERO PREJUDICA POUPANÇA

A prefixação de inflação zero para abril está prejudicando a captação das cadernetas de poupança, pois os investidores resistem em deixar o dinheiro aplicado por 30 dias para receber o juro real de 0,5%, quando existem Certificados de Depósito Bancário com o mesmo prazo e taxa de 3,76% ao mês.

BC REGULAMENTA A COBRANÇA DE SERVIÇO BANCÁRIO

O Banco Central divulgou ontem a carta-circular 2.073 esclarecendo que as tarifas de serviços bancários estão congeladas aos níveis praticados no dia 13 de março, último dia de funcionamento dos bancos antes da decretação do Plano Collor. O diretor do BC, Gustavo de Loyola, disse que as instituições financeiras que tiverem desrespeitado o congelamento e não retornarem suas tarifas aos preços anteriores serão punidas. A carta-circular informa que os serviços prestados pelos bancos sem a cobrança de tarifas devem continuar assim.

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