COTAÇÃO DO DÓLAR NORTE-AMERICANO

Bancos negociavam no dia 30 o dólar para importação e exportação entre Cr$50,80 e Cr$50,90. No paralelo o dólar teve o preço de Cr$71,00 para compra e Cr$74,00 para venda em São Paulo. No Rio de Janeiro a Cr$70,00 e Cr$73,00. O dólar turismo foi negociado a Cr$66,00 para compra e Cr$71,00 para venda em São Paulo e a Cr$65,00 e Cr$75,00 no Rio de Janeiro (GM).

MINISTRO ANUNCIA PROGRAMA PARA AMAZÔNIA

O ministro da Agricultura e Reforma Agrária, Antônio Cabrera, anunciou dia 30, a criação do Programa de Pesquisa para o Desenvolvimento Agrícola das Áreas Inundáveis da Amazônia, com participação de duas mil universidades americanas coordenadas pela Universidade de Pittsburgh. Os recursos para o projeto serão obtidos através da conversão de US$1 milhão de títulos da dívida externa brasileira, comprados pelas universidades e doados ao governo brasileiro. O Banco Central, segundo o ministro, já autorizou o processo de conversão da dívida.

GOVERNO PRETENDE CORTAR 15 MIL EMPREGOS EM SIDERÚRGICAS

Nos próximos 12 meses, o governo federal reduzirá dos atuais 80 mil empregados para 65 mil o quadro de pessoal das siderúrgicas integrantes do extinto sistema SIDERBRÁS, segundo revelou em Belo Horizonte (MG), dia 30, o secretário nacional de Minas e Metalurgia, Luiz André Rico Vicente.

PREÇOS DA TABELA DA SUNAB SERÃO MANTIDOS

A ministra da Economia, Zélia Cardoso de Mello, disse que o governo não vai liberar os preços dos produtos incluídos na tabela da SUNAB. Segundo a ministra, apesar de os preços estarem abaixo dos valores tabelados, o governo não pensou em alterá-los em nenhum momento. A ministra confirmou haver estudos para a liberação dos preços dentro da cadeia industrial, o que, de acordo com ela, não tem importância para o consumidor final (JC).

ADIADO VENCIMENTO DE EMPRÉSTIMO DE SALÁRIO

O Banco Central baixou circular prorrogando por 30 dias os vencimentos dos empréstimos contraídos pelas empresas com cruzados retidos para pagamento de salários de março. São beneficiadas somente as empresas com folhas de pagamento entre Cr$500 mil e Cr$3 milhões. Foram mantidos os juros de 7% ao ano, mais correção pelo BTN fiscal.

IMPORTAÇÃO DE FEIJÃO E CIMENTO ISENTA DE IMPOSTO

A ministra da Economia, Zélia Cardoso de Mello, baixou portaria que reduziu de 15% para zero as alíquotas do Imposto de Importação do feijão e cimento. Desta forma, o governo espera incentivar a importação e o abastecimento destes produtos nos próximos meses, ao longo do processo de descongelamento de preços. Na mesma portaria, a ministra revogou a isenção do Imposto de Importação para leite e derivados, baixada em fevereiro (JC).

PRAZO PARA APOSENTADOS FOI PRORROGADO

O prazo de encerramento para que os aposentados e pensionistas, isentos do imposto de renda e com mais de 65 anos, convertam os cruzados novos depositados em caderneta de poupança, retidos pelo Plano Collor, em cruzeiros foi adiado para uma nova data, a ser marcada. O prazo final terminava no dia 30. A prorrogação foi anunciada pela ministra da Economia, Zélia Cardoso de Mello. Compositores e músicos também já podem sacar os recursos do direito autoral retidos pelo Plano Collor (JC).

TUMA APURA VENDA CLANDESTINA DE ÁLCOOL

A Polícia Federal apura denúncia de que a crise do álcool-motor foi tramada por produtores, que no último ano venderam clandestinamente 2 bilhões de litros. O presidente dos Postos Itaipava, Richardson Valle, denuncia que a falta de álcool no Rio de Janeiro, durante a Semana Santa, foi fabricada pelo presidente da Federação Nacional do Comércio Varejista, Gil Siulffo, e pelo presidente do sindicato do Rio, Odilon Lacerda, interessados na comercialização do metanol (JC).

DESEMPREGO SERÁ O TEMA DE 1o. DE MAIO

O movimento sindical transformará as comemorações do 1o. de maio, amanhã, em uma "jornada de luta contra a recessão e o desemprego", tentando iniciar um processo de mobilização dos trabalhadores contra os efeitos recessivos do Plano Collor (FSP).

AMATO PREVÊ CRESCIMENTO DAS DEMISSÕES

Mário Amato, presidente da FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), afirmou que as demissões e a concessão de férias coletivas aos operários da indústria devem aumentar. "São necessárias". Há setores da economia que já reduziram a produção em 70% e o pagamento da mão-de-obra consome entre 35% e 40% da receita das indústrias, acrescentou ele (FSP).

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