Nos próximos 12 meses, o governo federal reduzirá dos atuais 80 mil empregados para 65 mil o quadro de pessoal das siderúrgicas integrantes do extinto sistema SIDERBRÁS, segundo revelou em Belo Horizonte (MG), dia 30, o secretário nacional de Minas e Metalurgia, Luiz André Rico Vicente. Disse que diversas outras medidas estão sendo estudadas para o saneamento do setor incluindo a transferência, em breve, para a Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) ou para a iniciativa privada de todo o sistema de mineração da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), que produz todos os 6 milhões de toneladas anuais de minério de ferro consumido pela empresa, além de calcáreo, manganês, carvão mineral e dolomita. Com a medida, ela passará a adquirir minério de terceiros. Paralelamente, está em negociação a rolagem da atual dívida da CSN, da ordem de US$2,5 bilhões, dos quais US$1 bilhão em atraso com dezenas de fornecedores, incluindo a Rede Ferroviária Federal S.A (RFFSA) e bancos. O mesmo está sendo feito em relação à dívida da Companhia Siderúrgica Paulista (COSIPA), que alcança US$1,5 bilhão, sendo US$400 milhões em atraso. A Secretaria de Minas e Metalurgia está realizando levantamento de diversos segmentos entre as siderúrgicas estatais, que, por não serem rentáveis, devem ser fechados, como a fábrica de estruturas metálicas da CSN e outros (JC).