PRESIDENTE DO BID GARANTE MAIS EMPRÉSTIMOS

O presidente do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), Enrique Iglesias, garantiu que o Brasil vai receber neste ano um desembolso maior para os empréstimos destinados aos setores de infra-estrutura da economia, como energia elétrica e saneamento básico. Iglesias evitou falar em números, mas deixou claro que haverá uma inversão nestes empréstimos.

NEC NEGA EXISTÊNCIA DE CARTEL

O presidente da Nec do Brasil, Gilberto Geraldo Garbi, supõe ter havido alguma confusão ou mal-entendido no noticiário que anunciou "o fim do cartel da Nec, Ericsson e da Equitel" no setor de telecomunicações. Ele negou a existência de qualquer reserva de mercado ou cartel, embora as três empresas detenham, de fato, desde os anos 70, respectivamente, os mercados do Rio de Janeiro, de São Paulo e de Curitiba. A Ericsson, especificamente, fornece as centrais públias paulistas desde 1967.

BNDES DECIDE DISPENSAR 50 FUNCIONÁRIOS

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) decidiu demitir ontem 50 funcionários além dos 20 motoristas que já haviam sido dispensados anteriormente. O presidente do banco, Eduardo Modiano, só vai explicar as medidas em entrevista coletiva marcada para o próximo dia 7. O presidente da Associação de Funcionários do BNDES, Antônio Saraiva, disse que a lista de demitidos tinha 34 funcionários do BNDES e 16 do BNDESPar e que a direção do banco admitiu rever o caso de dois funcionários.

PAÍSES POBRES ADVERTEM O FMI

O bloco das nações latino-americanas e de outros países em desenvolvimento-- o chamado Grupo dos 24 (G-24)-- iniciou ontem uma advertência a maratona de reuniões e negociações da assembléia semestral conjunta do Fundo Monetário Internacional (FMI) e Banco Mundial (BIRD): não aceitará nenhuma tentativa dos países industrializados de reduzir o volume de recursos disponíveis às regiões mais pobres.

METALÚRGICOS NÃO ACEITAM ACORDO

Cerca de 200 metalúrgicos, dos 12 mil da companhia, compareceram ontem à assembléia e resolveram recusar a proposta da General Motors, feita através da Associação dos Fabricantes de Veículos (ANFAVEA), para reduzir a jornada de trabalho e os salários em 30%. A direção do Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano do Sul (SP), vinculado à Central Geral dos Trabalhadores (CGT), defendeu a recusa da proposta (O ESP).

OZIRES QUER RECURSOS

O ministro da Infra-estrutura, Ozires Silva, já negocia com a ministra da Economia, Zélia Cardoso de Mello, um reajuste no orçamento de sua pasta para este ano. Os Cr$44,3 bilhões dos extintos ministérios das Comunicações, dos Transportes e das Minas e Energia (absorvidos pela Infra-estrutura) são insuficientes para os investimentos, na opinião de Ozires Silva. Marcus Vinícius Nunes Barros, coordenador de orçamento e finanças do ministério, calcula que serão necessários mais Cr$14 bilhões para 1990 (O ESP).

MAGRI DIZ QUE NÃO ESTÁ HAVENDO DEMISSÕES EM MASSA

O ministro do Trabalho e Previdência Social, Antônio Rogério Magri, reafirmou ontem que a indústria paulista não está realizando demissões em massa. Segundo o ministro, dados do Ministério do Trabalho indicam que as demissões foram setorizadas, especialmente na construção civil e na indústria automobilística (GM).

COTAÇÃO DO DÓLAR NORTE-AMERICANO

Bancos negociavam ontem, o dólar para importação e exportação entre Cr$50,75 e Cr$50,85. No paralelo o dólar teve o preço de Cr$76,00 para compra e Cr$78,00 para venda em São Paulo. No Rio de Janeiro a Cr$75,00 e Cr$78,00. O dólar turismo foi negociado a Cr$70,00 para compra e Cr$75,00 para venda em São Paulo e Cr$70,00 e Cr$78,00 no Rio (GM).

GENERAL FAZ DEFESA DOS SERVIÇOS DE INFORMAÇÕES

Em discurso ao assumir o Comando Militar do Sudeste, em cerimônia presidida pelo ministro do Exército, general Carlos Tinoco Ribeiro Gomes, e diante do governador Orestes Quércia (PMDB) e da prefeita de São Paulo Luiza Erundina (PT), o general Pedro Luís de Araújo Braga fez ontem a defesa dos serviços militares de informações e, implicitamente, do extinto Serviço Nacional de Informações (SNI), extinto por ato do presidente Fernando Collor de Mello.

TST TEM PODER PARA SUSPENDER DISSÍDIOS

O ministro da Justiça, Bernardo Cabral, anunciou ontem a edição de uma nova medida provisória que concede à presidência do Tribunal Superior do Trabalho (TST) o poder de suspender, por até 150 dias, o efeito de dissídios coletivos julgados em instâncias inferiores da Justiça Trabalhista. Com essa medida, o governo cria um instrumento para impedir, ainda que temporariamente, a concessão pela Justiça de aumentos de salários com base em perdas produzidas pela execução do plano de estabilização econômica (JC).

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