Em discurso ao assumir o Comando Militar do Sudeste, em cerimônia presidida pelo ministro do Exército, general Carlos Tinoco Ribeiro Gomes, e diante do governador Orestes Quércia (PMDB) e da prefeita de São Paulo Luiza Erundina (PT), o general Pedro Luís de Araújo Braga fez ontem a defesa dos serviços militares de informações e, implicitamente, do extinto Serviço Nacional de Informações (SNI), extinto por ato do presidente Fernando Collor de Mello. Para o novo comandante, a atividade de informação "é essencial até como autodefesa do mundo livre", mas vem sendo "apontada por alguns como abominável, abjeta e amoral". Eu repilo essa afronta. No meu Comando, as informações, como arma do
29750 chefe, indispensáveis à tomada de decisões, serão incentivadas, sempre
29750 à luz de normas legais e em padrões compatíveis com a pureza de nossas
29750 instituições e com a dignidade daqueles que a integram, acrescentou o general Pedro Araújo Braga. Segundo o general Pedro Braga, "o momento vivido pelo país traz as marcas da incompreensão e da ingratidão" (JC).