CAI O NÍVEL DE EMPREGO NO SETOR DE CONSTRUÇÃO

A construção civil paulista registrou em novembro a maior queda no nível de emprego desde 1982, quando o país enfrentou a sua última recessão. No mês passado, houve um corte de 7,45% dos postos de trabalho, correspondendo à demissão de 75.701 trabalhadores. O acumulado no ano atinge o fechamento de 211.540 vagas (-18,36%) e nos últimos 12 meses de 218.838 (-18,88%). Os dados foram divulgados ontem pelo Sinduscon (Sindicato da Indústria da Construção de Grandes Estruturas do Estado de São Paulo) (GM).

OPERÁRIOS CONTROLAM METALÚRGICA

Os 90 mil funcionários da Metalúrgica Alphaville, em Osasco (SP), assumiram ontem o controle da empresa. A categoria resolveu ocupar a fábrica anteontem, devido ao não pagamento dos salários de novembro e da primeira parcela do 13o. salário. Ontem, um representante da empresa afirmou que a metalúrgica pretende encerrar suas atividades, dando permissão para que os funcionários vendam as peças do estoque e, se necessário, as máquinas da fábrica, para garantirem seus vencimentos.

CGT CONDICIONA SUA PRESENÇA NO PACTO SOCIAL À PREFIXAÇÃO

A CGT (Confederação Geral dos Trabalhadores) irá propor um ultimato ao governo, na reunião do entendimento nacional, no próximo dia 17. Caso o governo rejeite a proposta baseada na prefixação de salários e preços e na redução dos juros reais, conforme postulada pela equipe econômica, a CGT irá anunciar sua retirada do pacto social e proporá às representações patronais que as negociações prossigam sem o governo. A informação foi dada ontem, no Rio de Janeiro, pelo presidente da CGT, Francisco Canindé Pegado (GM).

COTAÇÃO DO DÓLAR NORTE-AMERICANO

Os bancos negociavam ontem o dólar norte-americano para importação e exportação entre Cr$150,80 e Cr$150,90. No paralelo o dólar teve o preço de Cr$170,50 para compra e Cr$171,50 para venda em São Paulo. No Rio de Janeiro a Cr$169,00 e Cr$171,00. O dólar-turismo foi negociado a Cr$165,00 para compra e Cr$172,00 para venda em São Paulo e a Cr$165,00 e Cr$171,30 no Rio de Janeiro (GM).

CONGRESSO APROVA NOVA LEI DAS CONCORDATAS

O Congresso Nacional aprovou ontem o projeto de conversão à medida provisória 266, que modifica a lei das concordatas. A principal mudança diz respeito ao pagamento dos débitos do concordatário. Pelo texto do governo, os débitos vencidos deveriam ser pagos com correção pela BTN e os juros já pactuados no contrato. O projeto diz que os juros a serem pagos não poderão ultrapassar 12%. Para os débitos a vencer, a penhora pode ser a mesma ou, se o concordatário preferir, pode-se optar pelas condições do contrato que assinou.

STJ DÁ OS 84,32% DE MARÇO

O STJ (Supremo Tribunal de Justiça) decidiu ontem conceder a seus funcionários os 84,32% referentes à inflação de março. A medida contraria a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal), que no mês passado negou o índice aos funcionários públicos federais. O STJ justificou sua decisão afirmando considerar "direito dos funcionários públicos a incorporação em seus vencimentos" (JC).

SENADO AUTORIZA RJ A ROLAR DÍVIDA

O Senado Federal aprovou ontem a rolagem da dívida do Estado do Rio de Janeiro até o limite de 270 milhões de Letras Financeiras do Tesouro do Estado (LFTEs). O pedido de rolagem foi consequência do desequilíbrio do caixa do Tesouro do estado, atingido pela inadimplência da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) no recolhimento do ICMS. A dívida da CSN é superior a Cr$19 bilhões.

COMANDO MILITAR DIZ QUE OFICIAIS MORAM EM FAVELAS

O Comando Militar do Leste informou que oficiais formados pela Academia Militar de Agulhas Negras estão morando em favelas ou em conjuntos habitacionais no Rio de Janeiro. Na favela do Jacarezinho, por exemplo, vivem três oficiais com suas famílias. Num conjunto na Cidade de Deus moram outros cinco. O levantamento será enviado ao presidente Fernando Collor (O ESP).

EMPRESÁRIOS DEIXARÃO O PACTO SOCIAL

Empresários e trabalhadores deverão comunicar ao governo no próximo dia 17 que irão abandonar temporariamente as negociações para o pacto social. A decisão foi tomada ontem diante da perspectiva de malogro da tentativa de acordo para reduzir a cota de sacrifício da sociedade para a estabilização da economia. "No momento, esta é a melhor forma de preservar a proposta do entendimento nacional", afirmou Emerson Kapaz, representante do PNBE (Pensamento Nacional das Bases Empresariais).

CUT CRITICA LEI SALARIAL APROVADA PELO CONGRESSO

O secretário-geral da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Gilmar Carneiro, qualificou ontem, no Rio de Janeiro, de "brincadeira de fim de mandato" a lei salarial aprovada pelo Congresso Nacional. Ele desconfia que os parlamentares negociaram algumas concessões com o governo para incluir a proposta de abono salarial (O ESP).

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