NILO FAZ ACORDO PARA ROLAR A DÍVIDA BAIANA

O governador da Bahia, Nilo Coelho (PMDB), conseguiu acertar ontem com a ministra da Economia, Zélia Cardoso de Mello, a rolagem da dívida de Cr$38 bilhões em títulos de letras financeiras do estado. Segundo informou, o acordo foi fechado nos mesmos termos dos estabelecidos com os governos de SP, RJ, MG e RS-- que negociaram a troca de títulos federais por estaduais com prazo de resgate de 60 dias (O ESP).

CONSTRUÇÃO CIVIL CORTA PESSOAL EM CURITIBA

A construção civil e as empresas metalúrgicas continuaram a dispensar pessoal desde o início do ano em Curitiba (PR). Em fevereiro, até o dia 19, foram demitidos 400 trabalhadores da construção, número igual ao afastado em todo o mês de janeiro. Em 1990, a média mensal dos cortes ficou em 500. Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos, no mês passado as demissões foram 48% maiores que as de um ano antes, mas o número absoluto de cortes não foi fornecido (O ESP).

INDÚSTRIA GAÚCHA DEMITIU MAIS 6.200 EM JANEIRO

Em janeiro, décimo mês consecutivo de queda no nível de emprego no Rio Grande do Sul, as indústrias gaúchas demitiram 6.200 trabalhadores. Somadas às do ano passado, as demissões no setor industrial chegam a 91.200. As micro e pequenas indústrias, as que mais demitiram, cortaram 4,66% de sua mão-de-obra somente em dezembro; as empresas de médio porte demitiram 1,98% e as de grande porte, 3,17%. As dispensas acompanharam a desaceleração da atividade econômica.

MINISTRA DIZ QUE PROPOSTA DA FIESP É IRREAL

A ministra da Economia, Zélia Cardoso de Mello, garantiu ontem que o governo não vai ceder às pressões dos empresários para liberar os preços, reduzir juros e diminuir a carga tributária. Zélia descartou também qualquer mudança de rumos no Plano Collor II, principalmente as sugeridas pela FIESP, que considerou Irreais". "A proposta da FIESP é um primor de irrealismo: menos juros, mais preços e menos impostos eu também quero", ironizou.

COMISSÃO APROVA MUDANÇAS NA MP 294

O projeto de lei que altera a medida provisória no. 294, responsável pela desindexação da economia, foi aprovada ontem pela comissão mista do Congresso Nacional. Durante a votação, os parlamentares ampliaram as modificações introduzidas pelo relator, senador Odacir Soares (PFL-RO). Entre as mudanças está a correção da tabela de descontos do Imposto de Renda na fonte, o que reduziria os valores do IR que deverão ser retidos pelo governo este mês. A votação final do projeto pelo plenário do Congresso está prevista para a semana que vem.

AUTOLATINA ADIA INÍCIO DAS DEMISSÕES

A Autolatina ("holding" da Ford e da Volkswagen) decidiu ontem adiar por mais um dia a demissão dos cinco mil operários anunciada esta semana. Hoje, diretores da empresa e dirigentes sindicais voltam a negociar. Nas discussões de ontem, na sede da empresa, teria havido consenso entre os negociadores quanto à possibilidade de suspender as dispensas e abrir por mais 15 dias as demissões voluntárias.

AMATO APÓIA DEMISSÕES E CONVERSA COM BRIZOLA

O presidente da FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Mário Amato, disse ontem, no Rio de Janeiro, que as demissões programadas pela Autolatina são consequência de "um plano de juros altos e de uma recessão provocada" e não significam uma confrontação dos empresários com o governo. Amato foi ao Rio conversar com o governador eleito, Leonel Brizola (PDT). Mário Amato disse que ontem a FIESP enviou à ministra da Economia, Zélia Cardoso de Mello, um documento elaborado por 60 empresários.

ALUGUEL DE FEVEREIRO TEM REAJUSTE DEFINIDO

O setor imobiliário e a Secretaria de Defesa do Consumidor de São Paulo conseguiram chegar a uma única interpretação para a MP 295, no item que trata dos reajustes de aluguel. Em fevereiro serão reajustados somente os contratos verbais e aqueles que vencem no próprio mês, pelo índice estipulado no contrato. Os demais contratos em vigor vão sofrer reajustes nas épocas previstas. O critério para se chegar ao percentual dos aluguéis que vencem a partir de março ainda é uma incógnita.

MULTINACIONAIS CRITICAM A POLÍTICA ECONÔMICA

Não é possível ser integrante do Primeiro Mundo com políticas de

INPC DE JANEIRO É DE 20,95%

O INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) de janeiro foi de 20,95%, enquanto o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) foi de 20,75%. Os dois foram divulgados ontem pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A inflação dos últimos 12 meses, medida pelo INPC, chega a 1.111,86% e a 147,12%, nos últimos seis meses. O IPCA acumulado dos últimos 12 meses atinge 1.140,27%, e o dos últimos seis meses 146,73%.

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