MULTINACIONAIS CRITICAM A POLÍTICA ECONÔMICA

Não é possível ser integrante do Primeiro Mundo com políticas de
36211 Terceiro Mundo-- assim termina um documento de nove páginas que representantes de Câmaras de Comércio estrangeiras vão encaminhar à ministra da Economia, Zélia Cardoso de Mello, no próximo dia 26. O documento, ao propor sugestões para reverter a "condição de parceiro pouco confiável atribuída ao Brasil nos principais países do Primeiro Mundo", poderá acender novas polêmicas nas relações entre as empresas multinacionais e o governo brasileiro. Apresentado como um diagnóstico dos conselhos de administração das empresas investidoras sobre o Brasil e por isso intitulado "Como Somos Vistos", formula críticas diretas à incoerência entre o discurso e a prática governamental-- particularmente no que se refere ao controle de preços--, à inexistência de proteção às patentes, além de acusar cartórios burocráticos de encarecer a operação das subsidiárias. Para os representantes das empresas multinacionais, "grandes progressos foram feitos na área de informática". O documento manifesta a expectativa de que o estabelecimento de um prazo para o fim da reserva de mercado deixará de ser um empecilho para investidores estrangeiros. A propósito, ressalta que os preços praticados no Brasil não são competitivos (FSP).