EMPRESÁRIO E SINDICALISTAS COMENTAM A PROPOSTA DA FIESP

A estabilidade no emprego por 180 dias, em troca de duas horas diárias de trabalho sem remuneração, proposta pelo presidente da FIESP, Mário Amato, causou as mais diferentes reações entre empresários e sindicalistas. O diretor-superintendente do Grupo Votorantim, Antônio Ermírio de Moraes, por exemplo, não acredita em sua viabilidade. Para ele, apenas empresas voltadas para o comércio externo teriam possibilidade de assumir um compromisso desses. Já o presidente da Força Sindical, Luiz Antônio de Medeiros, apóia a proposta.

BRASIL VAI DAR MAIS GARANTIAS A CREDORES

O Brasil vai apresentar, no próximo dia 28, uma nova contraproposta de negociação ao comitê de bancos credores que prevê a concessão de garantias não só para o principal, mas também para os juros da dívida externa. Trata-se de um recuo, porque até o momento o governo brasileiro só aceitava dar US$2 bilhões de garantias aos credores, por só dispor desta quantia para comprar os bônus do Tesouro dos EUA que servirão para lastrear a troca da dívida velha por dívida nova. Os recursos virão de empréstimos do FMI, BIRD, BID e ainda das reservas internacionais.

JOGO RENDE CR$56 MILHÕES PARA ENTIDADES

O combinado Corínthians/Palmeiras venceu ontem, por dois a um, a equipe formada por Vasco e Flamengo no primeiro jogo da temporada no Maracanã, no Rio de Janeiro. A renda, que será destinada a quatro organizações não- governamentais que trabalham com meninos de ruas (IBASE, FASE, ISER e IDAC), foi de Cr$56.047.000,00, para um público pagante de 27.621 pessoas (O Globo).

UMA DISPUTA POR QUATRO MIL JAZIDAS

Uma área de 4,7 milhões de hectares, equivalente ao dobro do Estado de Sergipe, está sendo objeto de uma disputa entre o governo e as maiores empresas de mineração, nacionais e multinacionais, instaladas no país. A disputa é pelo direito de exploração do subsolo dessas áreas, em vários estados ricos em minerais que vão desde ouro e ferro até substâncias mais raras como o titânio e pedras preciosas como o diamante.

OS ALTOS SALÁRIOS DO FUNCIONALISMO DO PIAUÍ

No Piauí, o estado mais pobre do Nordeste, uma elite de 6,4 mil funcionários públicos se mantém isolada da miséria generalizada. Eles representam apenas 0,64% da população economicamente ativa do estado. E somam somente 0,25% do total de habitantes (2,6 milhões de pessoas, segundo o censo mais recente). Apesar disso, detêm 40% de toda a receita que entra nos cofres públicos estaduais a cada mês. Os 40% restantes da receita tributária são divididos pelos outros 75 mil funcionários, que constam da folha de pagamentos do governo do Piauí.

COTAÇÃO DO DÓLAR NORTE-AMERICANO

Os bancos negociavam ontem o dólar norte-americano para importação e exportação entre Cr$1.247,55 e Cr$1.247,65. No mercado paralelo o dólar teve o preço de Cr$1.190,00 para compra e Cr$1.215,00 para venda em São Paulo. No Rio de Janeiro a Cr$1.150,00 e Cr$1.220,00. O dólar-turismo foi negociado a Cr$1.180,00 para compra e Cr$1.220,00 para venda em São Paulo e a Cr$1.170,00 e a Cr$1.225,00 no Rio de Janeiro (GM).

PM DO PARÁ MATA MAIS TRÊS GARIMPEIROS

Pelo menos mais três pistoleiros morreram e outros três foram presos ontem durante ação da Polícia Militar no garimpo Bela Vista, sudoeste do Pará. Segundo o comando da PM, mais de 20 pistoleiros estavam refugiados no garimpo após a morte, no último dia 18, do líder Márcio Costa, o Rambo. A operação policial na região começou no último dia 14, por ordem do governador Jáder Barbalho (FSP).

PRODUÇÃO DE PNEUS DIMINUIU 1% EM 91

A indústria de pneumáticos produziu 28,9 milhões de unidades de janeiro a dezembro do ano passado, com redução de 1% em relação aos 29,2 milhões de pneus fabricados em 1990. Segundo a ANIP (Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos), as exportações cresceram 12,35% de janeiro a dezembro de 1991, em relação ao mesmo período anterior, com um total de 6,9 milhões de unidades (FSP).

PRODUÇÃO DA GURGEL ESTÁ PARADA

A produção na fábrica de carros Gurgel, em Rio Claro (SP), foi paralisada ontem a partir das 13 horas. O Sindicato dos Metalúrgicos informou que todos os 1,1 mil funcionários se reuniram no pátio da empresa e se recusaram a trabalhar. Eles reivindicam 30% de aumento sobre o salário de dezembro, que foi parte de um acordo coletivo feito entre o sindicato e a FIESP (FSP).

FUNCIONÁRIOS DA METAL LEVE VÃO DESCONTAR DIAS DE FOLGA

Os funcionários da indústria Metal Leve, em São Bernardo do Campo (SP), aceitaram ontem proposta da empresa de descontar nas férias os dias que deixarão de trabalhar entre 17 de fevereiro e 15 de março, quando a produção na fábrica será paralisada. A Metal Leve tem cerca de 1,3 mil funcionários. Além da compensação, a empresa concede antecipação salarial de 21%-- retroativa a janeiro-- para trabalhadores que ganham até Cr$1,23 milhão e de 18% para os que recebem acima desse valor. A Metal Leve garante a estabilidade no emprego para todos até 15 de abril (FSP).

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