O Brasil vai apresentar, no próximo dia 28, uma nova contraproposta de negociação ao comitê de bancos credores que prevê a concessão de garantias não só para o principal, mas também para os juros da dívida externa. Trata-se de um recuo, porque até o momento o governo brasileiro só aceitava dar US$2 bilhões de garantias aos credores, por só dispor desta quantia para comprar os bônus do Tesouro dos EUA que servirão para lastrear a troca da dívida velha por dívida nova. Os recursos virão de empréstimos do FMI, BIRD, BID e ainda das reservas internacionais. As informações são do presidente do Banco Central, Francisco Gros. Segundo ele, a contraproposta que será apresentada pelo negociador oficial da dívida, Pedro Malan, está de acordo com as limitações do país, uma vez que "não é intenção do governo emitir cheque sem fundo" (O Globo).