A estabilidade no emprego por 180 dias, em troca de duas horas diárias de trabalho sem remuneração, proposta pelo presidente da FIESP, Mário Amato, causou as mais diferentes reações entre empresários e sindicalistas. O diretor-superintendente do Grupo Votorantim, Antônio Ermírio de Moraes, por exemplo, não acredita em sua viabilidade. Para ele, apenas empresas voltadas para o comércio externo teriam possibilidade de assumir um compromisso desses. Já o presidente da Força Sindical, Luiz Antônio de Medeiros, apóia a proposta. Segundo ele, "é a primeira vez que os empresários acenam com uma proposta concreta. É sinal de que a sociedade civil está amadurecendo". O presidente da CUT, Jair Meneghelli, por sua vez, avaliou como absurda a proposta de trabalho não remunerado. "Não vamos conseguir aumentar a produção com a redução dos salários", disse (O Globo).