TERMINA A GREVE DOS METALÚRGICOS DE NITERÓI

Terminou ontem a greve de 18 dias dos metalúrgicos de Niterói (RJ). O TRT (Tribunal Regional do Trabalho) julgou abusiva a paralisação e concedeu dois índices diferenciados aos trabalhadores: 70% para o pessoal de estaleiros e 60% para os metalúrgicos das indústrias. O piso dos metalúrgicos foi de Cr$525 mil para Cr$894 mil, e o de ajudante, de Cr$314 mil para Cr$533 mil (O Dia).

MILITARES QUEREM ANULAR DEMARCAÇÃO DE TERRAS YANOMANIS

O presidente do Congresso Nacional, senador Mauro Benevides (PMDB-CE), recebeu ontem um pedido para que o Legislativo suspenda o decreto presidencial que permitiu a demarcação do território yanomani. O pedido, assinado pela Associação dos Militares da Reserva do Paraná, foi entregue pelo presidente da associação no Distrito Federal, tenente Antônio Garcia.

MINISTRO PEDE A ESTADOS NÚMERO DE EXTERMÍNIO

Pressionado por organismos internacionais, o governo federal decidiu pedir o apoio dos governadores a um projeto de cooperação para identificar e combater as causas do extermínio de menores. Em carta enviada a todos eles, o ministro da Justiça, Célio Borja, solicitou que sejam apresentados ao Conselho de Defesa da Pessoa Humana levantamentos sobre a ação de grupos de extermínio nos seus estados, para ter uma estatística nacional.

IRSM DE ABRIL FOI DE 20,65%

O IBGE voltou ontem a divulgar o Índice de Reajuste do Salário-Mínimo (IRSM), nova base para a fixação dos reajustes salariais. O índice de abril foi de 20,65%. A taxa acumulada de janeiro a abril é de 139,10%. Os índices de maio, junho, julho e agosto servirão para reajustar, em setembro, a parcela dos salários até três mínimos. Os resultados de maio e junho serão a base da antecipação bimestral que será concedida em julho (O ESP) (O Globo).

GOVERNO LIBERA PREÇO DE REMÉDIO DE USO CONTÍNUO

A secretária nacional de Economia, Dorothea Werneck, anunciou ontem que os 231 remédios de uso contínuo (usados no tratamento de doenças neurológicas, cardiovasculares, câncer, diabete e AIDS) terão seus preços liberados a partir de hoje. Ela não quis comentar a informação de que esses medicamentos foram reajustados, nos últimos 12 meses, em 1.500%. Os laboratórios fizeram um acordo com o governo para recuperar a defasagem de preços em 12 meses e assumiram o compromisso de garantir o abastecimento.

O MÉXICO QUER O MERCADO DO SUL MAIS ABERTO

A integração dos mercados Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai foi um dos temas que trouxeram a Brasília e São Paulo, na semana passada, o vice- ministro de Comércio Exterior do México, Pedro Noyola. "O MERCOSUL tem de servir como instrumento para incrementar o comércio desses quatro países com o mundo, não para fechá-lo", disse Noyola. A preocupação mais imediata dos mexicanos é reverter o déficit da balança comercial com o Brasil, que no ano passado beirou os US$400 milhões.

GRANDES NEGÓCIOS SÃO FECHADOS NA DIREÇÃO DO MERCOSUL

A criação do MERCOSUL (Mercado Comum do Cone Sul) em 1990 foi recebida, pela maior parte dos empresários brasileiros com indiferença. No último ano, contudo, o empresariado brasileiro começou perder essa apatia em relação aos mercados vizinhos. Hoje, alguns grandes negócios estão sendo fechados, na direção do MERCOSUL. Exemplos: Depois de associar-se a uma pequena malteria argentina e comprar outra no Uruguai, a Brahma está duplicando a capacidade de produção das duas unidades. O objetivo é fabricar quase 80% do malte que a empresa usa para fazer cerveja no Brasil.

EUA INSISTEM EM RETALIAR O BRASIL

Os EUA mais uma vez ameaçam o Brasil com fortes retaliações comerciais caso o Congresso não aprove logo a lei de propriedade industrial e intelectual. A advertência foi feita pela chefe do departamento de comércio do governo de George Bush, Carla Hills, ao grupo de deputados brasileiros que esteve recentemente em Washington, em viagem de estudos sobre a questão das patentes. Entre os produtos sujeitos a sobretaxa se destacam calçados e suco de laranja, cujas exportações envolvem negócios de US$4 bilhões.

REMÉDIOS SUBIRAM 1.514% EM 12 MESES

O Conselho Regional de Farmácia do Estado do Rio de Janeiro enviou documento ao ministro da Saúde, Abid Jatene, pedindo que o governo volte atrás na decisão-- anunciada na semana passada e prevista para amanhã-- de liberar os preços do último lote de medicamentos ainda sob o controle do governo, num total de 230. Em um ano, segundo pesquisa da entidade, os medicamentos liberados subiram em média 1.514%, ou 113% acima da inflação, e os controlados foram reajustados em 984%, ou 38% além do índice inflacionário.

BC ESTUDA TROCA DA DÍVIDA POR AJUDA A MENOR

Por recomendação do ministro da Economia, Marcílio Marques Moreira, o Banco Central estuda a liberação das operações de conversão da dívida externa para entidades filantrópicas internacionais interessadas em financiar a assistência a crianças carentes no Brasil. De acordo com o estudo, instituições brasileiras sem fins lucrativos poderão receber recursos através da compra com deságio de títulos vencidos da dívida externa no mercado secundário. O mecanismo em estudo é semelhante ao criado para projetos ambientais (JB).

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