Enviado por admin em dom, 10/05/1992 - 00:00
Cerca de 8.500 trabalhadores da construção civil foram demitidos na Bahia em abril. Segundo o setor, a medida é consequência da decisão da CEF (Caixa Econômica Federal) de repassar só 40% dos recursos contratados, o que levou as construtoras a refazer seus cronogramas (FSP).
Enviado por admin em dom, 10/05/1992 - 00:00
A madeira de mogno da Amazônia está para se tornar tema de uma nova polêmica entre preservacionistas e poderes público e econômico. Mesmo ameaçada de extinção, a árvore é cortada livremente nas florestas do norte brasileiro. Grupos ambientalistas já vêem na ação rápida das madeireiras a mais grave ameaça à mata virgem e às áreas indígenas, suplantando o perigo menos organizado dos garimpeiros. O assédio empresarial atinge hoje áreas indígenas que contêm reservatórios ricos.
Enviado por admin em dom, 10/05/1992 - 00:00
O projeto de reforma fiscal do governo aumenta a carga tributária sobre as pessoas físicas e diminui a das empresas. Ele será encaminhado ao Congresso Nacional em agosto, para aprovação ainda este ano. A maior alíquota para pessoas físicas passa de 25% para 30%. Uma faixa salarial hoje isenta de Imposto de Renda (até Cr$1,38 milhão) passa a ser tributada por alíquota não-definida (hoje a menor é 15%).
Enviado por admin em dom, 10/05/1992 - 00:00
Os trabalhadores que recorrem ao seguro-desemprego terão de prestar serviços à comunidade e passar por cursos de reciclagem profissional. A idéia consta de um projeto de programa de emprego entregue pelo ministro do Trabalho e Administração, João Mellão, ao presidente Fernando Collor, na semana passada. Hoje, não há necessidade de prestação de serviços para obtenção do seguro. A prestação de serviços seria feita de acordo com a qualificação profissional do segurado. Caso ele seja um pedreiro, por exemplo, poderá ter que prestar serviços nessa área.
Enviado por admin em dom, 10/05/1992 - 00:00
Deputados e senadores distribuíram a entidades das quais são proprietários, a sindicatos urbanos e rurais e a setores das igrejas católicas e evangélicas, Cr$7,27 bilhões do orçamento da União, a título de subvenção social. Os valores referem-se a dezembro, quando o Congresso Nacional aprovou o orçamento geral da União. Este dinheiro ainda não chegou nos endereços beneficiados e parlamentares da oposição temem que o governo e os interessados negociem a liberação das verbas em trocas de votos no Congresso.
Enviado por admin em dom, 10/05/1992 - 00:00
O Ministério da Saúde irá promover uma campanha educativa para aumentar o número de doadores de sangue. Os filmes serão veiculados em aeroportos, cinemas e outros locais onde seja grande a frequência de pessoas de classes sociais A e B, público alvo da campanha. Os filmes deverão ser financiados por setores da indústria e comércio. A preferência por pessoas das classes A e B visa, segundo o Ministério, evitar um grande número de candidatos que tenham problemas como desnutrição, alcoolismo ou anemia (O ESP).
Enviado por admin em dom, 10/05/1992 - 00:00
Deputados e senadores atuam no Congresso Nacional em blocos que chegam a situar-se acima dos partidos políticos e de seus interesses. São as bancadas que representam desde determinados setores do setor público, como os funcionários da PETROBRÁS, passando pelos ruralistas da UDR (União Democrática Ruralista) e seitas evangélicas. Eles esquecem divergências ideológicas dos partidos aos quais estão filiados para se unir nas votações importantes. O grupo dos ruralistas, por exemplo, chegou a se reunir recentemente com a presença de 250 deputados.
Enviado por admin em dom, 10/05/1992 - 00:00
Os evangélicos possuem 35 milhões de seguidores no país, de acordo com a Associação Evangélica Brasileira, com base em dados obtidos pelo IBGE no último censo e ainda não divulgados oficialmente. Cerca de 25 milhões pertencem a igrejas pentecostais e 10 milhões constituem os chamados evangélicos históricos. Em 1980, os evangélicos não ultrapassavam 12 milhões. Entre os evangélicos, os pentecostais são os que apresentam maior crescimento. Com uma bancada de 24 deputados, possuem mais de 100 mil templos.
Enviado por admin em dom, 10/05/1992 - 00:00
Os empresários estão convencidos de que a gestão do ministro Marcílio Marques Moreira (Economia) foi preenchida por mais acertos do que erros. O principal mérito, segundo acreditam, foi restabelecer o diálogo com a classe empresarial. "Boa parte da credibilidade do governo Collor pode ser atribuída a Marcílio", afirmou o presidente da Gradiente, Eugênio Staub. O ministro tranquilizou o mercado e permitiu que os empresários pudessem enxergar um pouco mais à frente, de acordo com a análise do presidente da FECESP (Federação do Comércio do Estado de São Paulo).
Enviado por admin em dom, 10/05/1992 - 00:00
Ao completar um ano no governo, o ministro da Economia, Marcílio Marques Moreira, sofre a desaprovação unânime dos dirigentes sindicais. Eles reclamam da recessão e do desemprego, mas rejeitam a hipótese de substituição do ministro, por acharem que apenas a adoção de uma nova política econômica pode satisfazer a classe trabalhadora. "Há bons economistas, do ponto de vista técnico, para assumir o lugar, mas o que precisa mudar é a política neoliberal do governo", justifica o presidente da CUT, Jair Meneghelli.
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