OS INVESTIMENTOS EM TECNOLOGIA

Apesar da recessão, diversas empresas estão investindo em programas de desenvolvimento tecnológico. O BNDES liberou 191 financiamentos de julho de 1991 até o mês passado, num total de US$212 milhões. Entre os financiamentos feitos com repasses do Banco Mundial (BIRD), os setores mais beneficiados foram o têxtil, o de metalurgia e a agroindústria, sendo que os maiores créditos por empresa ficaram com a Norclor, Latasa, Fibra e Nadir Figueiredo.

BRASILEIROS ESTÃO ENTRE OS MAIS SOFREDORES

Os brasileiros estão classificados entre os "altos" sofredores do mundo, de acordo com o Índice de Sofrimento Humano Internacional montado a partir de estatísticas de 141 países sobre qualidade e tempo médio de vida, liberdade política, taxa de inflação e distribuição de renda. O país mais sofredor é Moçambique e o menos a Dinamarca. O índice foi tabulado pelo Population Crisis Committee (PCC)-- instituto norte-americano independente e sem fins lucrativos de pesquisas populacionais.

BORNHAUSEN PEDE MAIS PRIVATIZAÇÕES

O chefe da Secretaria de Governo, Jorge Bornhausen, entrou em confronto aberto com o presidente do BNDES e da Comissão Nacional de Desestatização, Eduardo Modiano, por divergir do ritmo que vem sendo dado ao programa de privatização. Durante o seminário presidencial, Bornhausen criticou Modiano pelo reduzido número de empresas que serão vendidas pelo governo no segundo semestre deste ano. De nada adiantou o presidente do BNDES argumentar que o número de empresas privatizadas até o momento (10) já representa um grande avanço.

ELIEZER ELABORA PROJETO DE DESENVOLVIMENTO

O secretário de Assuntos Estratégicos, Eliezer Batista, revelou anteontem, durante o seminário presidencial, as linhas do que já batizou de "Projeto Brasil", destinado a desenvolver regiões do país e atrair capital externo. O secretário defendeu a viabilidade de um novo megaprojeto de desenvolvimento no eixo Corumbá-São Sebastião, ligando Mato Grosso do Sul ao porto de São Sebastião, em São Paulo. Eliezer citou especificamente os japoneses como o maior potencial de investimento a ser explorado pelo país.

GOVERNO CONCLUI QUE REFORMA FISCAL É A SAÍDA

A reunião ministerial de três dias no Palácio do Planalto foi o ponto de partida de uma tentativa de rearticulação do governo do presidente Fernando Collor após a reforma ministerial. Ficaram estabelecidos dois marcos: o ministro-chefe da Secretaria de Governo, Jorge Bornhausen, se torna o homem-forte e fiscal das ações governamentais e a reforma fiscal passa a ser considerada pelo governo como a única saída para a crise do país.

GOVERNADOR DO ACRE É ASSASSINADO EM SÃO PAULO

O governador do Acre, Edmundo Pinto de Almeida Neto (PDS), 38, foi assassinado com dois tiros na madrugada de ontem, em São Paulo, no apartamento que ocupava no Hotel Della Volpe, no centro da cidade. A Polícia não possuia até ontem às 20h pistas seguras que permitissem definir as causas do homicídio ou prender seus autores. Trabalhava-se com as hipóteses de crime político ou latrocínio.

DPZ SE ASSOCIA EM DOIS PAÍSES

No mercado publicitário, as agências estão se preparando para a maior integração das economias dos países do MERCOSUL. A DPZ, por exemplo, antecipou o processo e já está atuando há um ano em associação a agências da Argentina e do Uruguai. As três agências formaram a Unisul, com escritório em Montevidéu. A previsão é de que a nova agência também atue no Paraguai. A Unisul tem duas funções principais: adequar os anúncios aos costumes e linguagem de cada país e levar ao anunciante um melhor conhecimento dos dados mercadológicos dos vizinhos da região.

BOLSAS TAMBÉM FAZEM INTEGRAÇÃO

Os acordos do MERCOSUL incluem a integração dos mercados de capitais dos países da região. A Bolsa de Valores de São Paulo e o Mercado de Valores de Buenos Aires (similar argentino à BOVESPA) estão saindo na frente, através de convênios de integração assinados em dezembro de 91. As duas instituições estudam como operacionalizar tecnicamente a integração.

BRASIL VENDE 58% MAIS PARA AMÉRICA LATINA

O Brasil está aumentando as exportações para os demais países da América Latina, especialmente para a Argentina. Números preliminares do DECEX (Departamento de Comércio Exterior) mostram que o país exportou no primeiro trimestre deste ano US$1,489 bilhão, contra os US$938,86 milhões no mesmo período em 91. O crescimento foi de 58,67%. O aumento das receitas foi da ordem de US$550 milhões. Desse total, as vendas para a Argentina respondem por um aumento de US$330 milhões.

AGRICULTORES QUEREM MENOS ENCARGOS SOCIAIS

Os produtores rurais de Marília (SP) lançaram ontem um movimento em favor da redução de suas contribuições à Previdência Social. A Campanha Nacional de Redução dos Encargos Sociais reivindica uma alíquota de "no máximo 10%" sobre o valor bruto da folha de pagamento, contra a atual, de 28,2%. Segundo o consultor trabalhista Antenor Pelegrino, até o ano passado eram recolhidos, em encargos sociais, 2,5% do valor bruto da comercialização da colheita.

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