GOVERNO CONCLUI QUE REFORMA FISCAL É A SAÍDA

A reunião ministerial de três dias no Palácio do Planalto foi o ponto de partida de uma tentativa de rearticulação do governo do presidente Fernando Collor após a reforma ministerial. Ficaram estabelecidos dois marcos: o ministro-chefe da Secretaria de Governo, Jorge Bornhausen, se torna o homem-forte e fiscal das ações governamentais e a reforma fiscal passa a ser considerada pelo governo como a única saída para a crise do país. Em seu discurso de encerramento, ontem, o presidente deixou claro que as liberações vão depender da avaliação do ministro da Economia, Marcílio Marques Moreira. Collor disse esperar "que no próximo seminário nós possamos encontrar um ambiente de solicitação menos agudo do que aquele que hoje, nesses três dias, nós percebemos em busca dos recursos que o ministro da Economia tão ciosamente vem guardando". O presidente Collor encerrou o seminário com a determinação de apressar o plano de privatização de estatais e pediu ações mais concretas na área social. A equipe econômica ficou encarregada de planejar o uso racional dos recursos. O secretário de Política Econômica, Roberto Macedo, estudará a criação de um auxílio-desemprego para os casos de demissões em massa. Os CIACs (Centros Integrados de Apoio à Criança) são a "prioridade absoluta" do governo na área social. Collor pediu apoio ao projeto e ajuda na indicação de locais para construção das unidades. O presidente disse que os CIACs não necessitam apenas de apoio da área econômica, mas de todo o governo. Afirmou que estados e municípios deverão arcar com os custos operacionais dos CIACs (FSP) (O ESP).