Os brasileiros estão classificados entre os "altos" sofredores do mundo, de acordo com o Índice de Sofrimento Humano Internacional montado a partir de estatísticas de 141 países sobre qualidade e tempo médio de vida, liberdade política, taxa de inflação e distribuição de renda. O país mais sofredor é Moçambique e o menos a Dinamarca. O índice foi tabulado pelo Population Crisis Committee (PCC)-- instituto norte-americano independente e sem fins lucrativos de pesquisas populacionais. "O estudo mostra que 3/4 da população mundial (cerca de quatro bilhões de pessoas) vive nos países em que o sofrimento humano é a regra, não a exceção", disse o vice-presidente do PCC, Sharon L. Camp. Segundo o documento, aumentou a distância entre ricos e pobres no mundo. O Brasil, o sultanato de Oman e as Filipinas ficaram empatados com 50 pontos na fronteira entre as categorias de sofrimento humano alta e moderada. A partir de 75 pontos, alcançados pelo Iêmen, Madagascar, Quênia e Burundi, estão os países em que o sofrimento humano é considerado extremo. Moçambique, em primeiro lugar, alcançou 93 entre os 100 pontos máximos. Os EUA ganharam nota cinco, o oitavo lugar entre os classificados na categoria de sofrimento mínimo. Holanda e Bélgica empataram em segundo lugar, com dois pontos; Canadá e Suíça, três pontos; e Noruega e Austrália, quatro. A Dinamarca fez apenas um ponto. A conclusão do estudo sugere "um quadro cinza" na opinião do vice-presidente do PCC. "Uma crescente maioria de pessoas vive cada vez mais sem esperanças", afirmou. De acordo com o PCC, é necessário um maior investimento no desenvolvimento humano (O ESP).