TÍTULOS DA DÍVIDA EXTERNA DESPENCAM

Os títulos da dívida externa brasileira, negociados no mercado secundário de Nova Iorque (EUA), despencaram, ontem, em consequências das novas denúncias de corrupção no governo Collor. A cotação dos papéis chegou a seu segundo pior desempenho do ano, fechando o dia em US$0,30 para cada dólar. No último dia 26, os títulos brasileiros estavam sendo vendidos a US$0,36 (O Globo).

AS NEGOCIAÇÕES DA DÍVIDA EXTERNA

O Brasil já chegou a um acordo com os bancos credores privados de que o primeiro desembolso para a reestruturação da dívida externa e a entrada do Brasil no Plano Brady será de US$3,2 bilhões. A revelação foi feita ontem, em Londres (Inglaterra), pelo diretor da Área Internacional do Banco Central, Armínio Fraga, acrescentando que o fechamento total do acordo com os bancos privados está muito perto. Segundo Armínio, metade dos US$3,2 bilhões virão das reservas cambiais brasileiras e o restante será de um pacote de créditos do BIRD, BID, FMI e dos bancos privados.

NORDESTE TERÁ CASAS COM ENERGIA SOLAR

Milhares de casas do Nordeste brasileiro passarão a ter eletricidade produzida por energia solar. Isso acontecerá assim que for colocado em prática um protocolo de intenções assinado ontem, em Washington (EUA), entre os governos do Brasil e dos EUA. O documento formalizou a criação de uma "joint-venture" entre os dois países, cujo objetivo é eletrificar, com tecnologia solar, áreas rurais brasileiras.

EXPORTAÇÃO DE SOJA E MILHO PARA O JAPÃO

Um "pool" de cooperativas, da qual faz parte a Cooperativa Agrícola de Cotia (CAC), está negociando com as importadoras japonesas um contrato para fornecimento permanente de soja e milho para o mercado asiático, um negócio que a médio prazo poderá render ao Brasil divisas anuais da ordem de US$5,23 bilhões. Com isso, o país saltaria do 25o. para o 21o. lugar no "ranking" dos maiores exportadores mundiais.

JORNAL INGLÊS NOTICIA CRISE POLÍTICA NO BRASIL

Com uma chamada no alto da primeira página-- "Collor - Carisma, corrupção e crise"-- ao lado de uma fotto do presidente Fernando Collor, o jornal britânico "Financial Times" diz que "uma série de escândalos de corrupção deixaram o império do presidente Collor em frangalhos". O jornal comenta que Collor sonhava em passar para a história como "o homem que salvou a economia do Brasil", mas "parece que, mais provavelmente, entrará para os livros de história como o primeiro presidente do Brasil a se defrontar com um processo de impeachment" (FSP).

NOVA DENÚNCIA NO CASO PC FAZ O CONGRESSO SUSPENDER RECESSO

O presidente Fernando Collor decidiu ontem convocar o Congresso Nacional durante o recesso parlamentar do mês de julho, que começaria amanhã. A decisão foi anunciada depois de o presidente da Câmara dos Deputados, Ibsen Pinheiro, divulgar que o próprio Congresso se autoconvocaria, caso não houvesse a convocação do presidente.

COLLOR TENTA SALVAR O MANDATO HOJE EM PRONUNCIAMENTO

Isolado, o presidente Fernando Collor de Mello tenta reagir hoje à crise que ameaça encurtar o seu mandato, a 30 meses da data prevista para o fim. Em pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão, busca explicar a nova onda de denúncias de tráfico de influência e irregularidades que atingem o governo federal.

BOLSAS DE VALORES TÊM MAIOR QUEDA DO ANO

Sob o efeito das denúncias de corrupção contra o presidente Fernando Collor, a BOVESPA (Bolsa de Valores de São Paulo) registrou ontem a maior queda do ano e a terceira de sua história. O Índice BOVESPA, que mede a variação dos preços das ações mais negociadas, fechou em baixa de 14,7%. No Rio de Janeiro, a BVRJ (Bolsa de Valores do Rio de Janeiro) registrou queda de 11,7%, também a maior do ano.

MODIANO DIZ QUE PRIVATIZAÇÃO DEVE CONTINUAR

Itamar e Collor foram eleitos com uma plataforma liberal e privatizante

EMPRESÁRIA DOCUMENTA NEGOCIAÇÃO DA TELERJ

A empresária Maria Beatriz Silva documentou ontem, com um telex por ela assinado, que participou das negociações para que a TELERJ saldasse seus débitos com a Indústria Metalúrgica Fontamac, fabricante de fichas telefônicas com sede em São Paulo. Com o telex, ela invalida o ponto principal da nota publicada ontem pela TELERJ, segundo a qual "esta senhora jamais tratou de assuntos relativos a pagamentos em nenhuma das raras oportunidades de estar em contato com dirigentes" da empresa.

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