Enviado por admin em ter, 30/06/1992 - 00:00
Os títulos da dívida externa brasileira, negociados no mercado secundário de Nova Iorque (EUA), despencaram, ontem, em consequências das novas denúncias de corrupção no governo Collor. A cotação dos papéis chegou a seu segundo pior desempenho do ano, fechando o dia em US$0,30 para cada dólar. No último dia 26, os títulos brasileiros estavam sendo vendidos a US$0,36 (O Globo).
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O Brasil já chegou a um acordo com os bancos credores privados de que o primeiro desembolso para a reestruturação da dívida externa e a entrada do Brasil no Plano Brady será de US$3,2 bilhões. A revelação foi feita ontem, em Londres (Inglaterra), pelo diretor da Área Internacional do Banco Central, Armínio Fraga, acrescentando que o fechamento total do acordo com os bancos privados está muito perto. Segundo Armínio, metade dos US$3,2 bilhões virão das reservas cambiais brasileiras e o restante será de um pacote de créditos do BIRD, BID, FMI e dos bancos privados.
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Milhares de casas do Nordeste brasileiro passarão a ter eletricidade produzida por energia solar. Isso acontecerá assim que for colocado em prática um protocolo de intenções assinado ontem, em Washington (EUA), entre os governos do Brasil e dos EUA. O documento formalizou a criação de uma "joint-venture" entre os dois países, cujo objetivo é eletrificar, com tecnologia solar, áreas rurais brasileiras.
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Um "pool" de cooperativas, da qual faz parte a Cooperativa Agrícola de Cotia (CAC), está negociando com as importadoras japonesas um contrato para fornecimento permanente de soja e milho para o mercado asiático, um negócio que a médio prazo poderá render ao Brasil divisas anuais da ordem de US$5,23 bilhões. Com isso, o país saltaria do 25o. para o 21o. lugar no "ranking" dos maiores exportadores mundiais.
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Com uma chamada no alto da primeira página-- "Collor - Carisma, corrupção e crise"-- ao lado de uma fotto do presidente Fernando Collor, o jornal britânico "Financial Times" diz que "uma série de escândalos de corrupção deixaram o império do presidente Collor em frangalhos". O jornal comenta que Collor sonhava em passar para a história como "o homem que salvou a economia do Brasil", mas "parece que, mais provavelmente, entrará para os livros de história como o primeiro presidente do Brasil a se defrontar com um processo de impeachment" (FSP).
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O presidente Fernando Collor decidiu ontem convocar o Congresso Nacional durante o recesso parlamentar do mês de julho, que começaria amanhã. A decisão foi anunciada depois de o presidente da Câmara dos Deputados, Ibsen Pinheiro, divulgar que o próprio Congresso se autoconvocaria, caso não houvesse a convocação do presidente.
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Isolado, o presidente Fernando Collor de Mello tenta reagir hoje à crise que ameaça encurtar o seu mandato, a 30 meses da data prevista para o fim. Em pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão, busca explicar a nova onda de denúncias de tráfico de influência e irregularidades que atingem o governo federal.
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Sob o efeito das denúncias de corrupção contra o presidente Fernando Collor, a BOVESPA (Bolsa de Valores de São Paulo) registrou ontem a maior queda do ano e a terceira de sua história. O Índice BOVESPA, que mede a variação dos preços das ações mais negociadas, fechou em baixa de 14,7%. No Rio de Janeiro, a BVRJ (Bolsa de Valores do Rio de Janeiro) registrou queda de 11,7%, também a maior do ano.
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Itamar e Collor foram eleitos com uma plataforma liberal e privatizante
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A empresária Maria Beatriz Silva documentou ontem, com um telex por ela assinado, que participou das negociações para que a TELERJ saldasse seus débitos com a Indústria Metalúrgica Fontamac, fabricante de fichas telefônicas com sede em São Paulo. Com o telex, ela invalida o ponto principal da nota publicada ontem pela TELERJ, segundo a qual "esta senhora jamais tratou de assuntos relativos a pagamentos em nenhuma das raras oportunidades de estar em contato com dirigentes" da empresa.
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