IGREJA UNIVERSAL ELEGE BANCADA DE SEIS DEPUTADOS

A Igreja Universal do Reino de Deus conseguiu eleger seis deputados federais em três de outubro, o que dobra o número de seus representantes no Congresso Nacional. O maior número de representantes será do Rio de Janeiro, que reconduziu ao Congresso dois deputados ligados à igreja-- Laprovita Vieira (PP) e Aldir Cabral (PFL)-- e deve eleger ainda Jorge Wilson (PMDB). De São Paulo, sairão outros dois representantes da Universal: o atual deputado estadual Paulo De Velasco (PSC) e Wagner Amaral Salustiano (PPR).

PARLAMENTARES EMPREGAM PARENTES NO CONGRESSO

As urnas que rejeitaram boa parte dos atuais deputados e senadores também ameaçam desempregar 70 filhos, mulheres, irmãos, sobrinhos e outros parentes de políticos, que transformaram o Congresso Nacional em cabide de emprego. As três famílias mais castigadas pela eleição deste ano são as dos deputados Adelaide Neri (PMDB-AC) e Costa Ferreira (PFL-MA) e do senador Meira Filho (PFL-DF). Cada uma tem quatro integrantes trabalhando no Congresso. Já no Amapá as urnas foram generosas com a família do deputado Gilvan Borges (PMDB-AP).

LISTA PODE DESVENDAR MÁFIA DAS FRAUDES

Um fax enviado do gabinete do deputado estadual Wagner Siqueira (PSDB), na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro, indicando nomes de cinco candidatos a deputado estadual e o do próprio Siqueira, candidato à Câmara Federal, foi encontrado pelos juízes eleitorais e por agentes da polícia reservada da PM, anteontem, no escritório onde agia uma quadrilha especializada em fraudar eleições.

ONU CELEBRA DIA DE REPULSA À POBREZA

Será celebrado amanhã o Dia de Repulsa à Miséria, dedicado aos bilhões de pessoas que vivem na pobreza em todo o mundo. Desde 1992, essa data é considerada dia mundial pela Organização das Nações Unidas (ONU). A pobreza, endêmica nos países em desenvolvimento (afeta 740 milhões de pessoas na Ásia e mais de 200 milhões na América Latina), estendeu-se inclusive aos países industrializados: na Europa, há 50 milhões de marginalizados; na França, cinco milhões. Nos EUA, uma criança entre cinco vive na pobreza.

ESTATAIS PAGAM SALÁRIOS A SINDICALISTAS

As 127 empresas estatais federais do setor produtivo dispensam atualmente 1.491 funcionários, custeados pelos cofres públicos, para fazer política sindical. Levantamento inédito realizado pela Secretaria das Empresas Estatais (Sest) do Ministério do Planejamento mostra que as empresas públicas, ao contrário do setor privado, dispensam seus empregados por tempo integral, pagando normalmente seus salários.

ATRAVESSADORES DOMINAM OFERTA DE FEIJÃO

Um grupo formado por cerca de 30 atravessadores domina 90% do mercado nacional de feijão, que na safra 1993/94 movimentou 3,123 milhões de toneladas. Segundo fontes do mercado atacadista, esses intermediários controlam os produtores e foram os responsáveis pela explosão dos preços da saca, que pulou de R$45,00 para até R$80,00 a partir de meados de setembro.

NÍVEL DE EMPREGO PODE CRESCER ATÉ O FIM DO ANO

O nível de emprego pode crescer até o fim do ano, prevêem consultores e economistas. Tradicionalmente as demissões crescem no segundo semestre, mas a expectativa de que o Plano Real pode dar certo e que a inflação deve ficar estável está estimulando as contratações.

PRODUÇÃO DE PAPEL CRESCEU 4,7% NO ANO

A produção nacional de papéis de todos os tipos registrou alta de 4,7% de janeiro a agosto, em comparação com igual período de 1993. O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Papel e Celulose (ANFPC), Osmar Elias Zogbi, diz que isso se deve à recuperação da economia no mercado internacional, que permitiu elevar em 23% as vendas externas, com um total de 995.608 toneladas. No campo doméstico, a alta foi de 1,7% (O ESP).

CANDIDATOS ÍNDIOS NÃO SE ELEGEM

Os 300 mil índios brasileiros, espalhados por 170 etnias diferentes, em todos os estados da Federação, continuarão sem representantes no Congresso Nacional e nas assembléias legislativas. De Roraima ao Rio Grande do Sul, passando por Brasília, todos os oito candidatos índios foram derrotados nas urnas. Um dos mais conhecidos caciques do país, Mário Juruna tentou voltar à Câmara dos Deputados concorrendo pelo PDT do Distrito Federal e não foi eleito.

POLÍTICO VALE MAIS QUE MINISTRO NO GOVERNO CARDOSO

O futuro presidente da República já definiu: em seu governo, presidentes de partidos políticos e líderes de bancadas na Câmara e no Senado terão mais peso que os ministros. Fernando Henrique Cardoso (PSDB) pretende estabelecer com os políticos um canal permanente de consulta. Seus ministros serão apenas executores de políticas formuladas pelas três grandes secretarias (Administração, Planejamento e Coordenação Política) que funcionarão no Palácio do Planalto.

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