POLÍTICO VALE MAIS QUE MINISTRO NO GOVERNO CARDOSO

O futuro presidente da República já definiu: em seu governo, presidentes de partidos políticos e líderes de bancadas na Câmara e no Senado terão mais peso que os ministros. Fernando Henrique Cardoso (PSDB) pretende estabelecer com os políticos um canal permanente de consulta. Seus ministros serão apenas executores de políticas formuladas pelas três grandes secretarias (Administração, Planejamento e Coordenação Política) que funcionarão no Palácio do Planalto. A composição do futuro Congresso Nacional, renovado em 52,82%-- o que significa que 47,18% dos antigos deputados e da maioria dos senadores foram reconduzidos ao Legislativo--, poderá ajudar FHC em sua estratégiae favorecê-lo nas negociações de emendas constitucionais e reformas que considera necessárias para governar. São os ex-governadores, ex- deputados, ex-senadores, vereadores, deputados estaduais e secretários de estado que compõem uma maioria significativa do Congresso que toma posse em 1o. de fevereiro. Eles somam 271 deputados e 46 senadores. O novo Congresso será o seguinte: Futura Câmara: PMDB (107), PFL (90), PPR (52), PSDB (61 a 63), PP (35), PT (49 A 50), PDT (33), PTB (30), PL (12), PSB (16), PSD (3), PC do B (10), PRN (1), PPS (2), PMN (4), PSC (2) e PV (1). Futuro Senado: PMDB (23), PFL (17), PSDB (9), PPR (8), PDT (6), PTB (5), PP (5), PT (5), PSB (1), PPS (1) e PL (1) (JB).