Será celebrado amanhã o Dia de Repulsa à Miséria, dedicado aos bilhões de pessoas que vivem na pobreza em todo o mundo. Desde 1992, essa data é considerada dia mundial pela Organização das Nações Unidas (ONU). A pobreza, endêmica nos países em desenvolvimento (afeta 740 milhões de pessoas na Ásia e mais de 200 milhões na América Latina), estendeu-se inclusive aos países industrializados: na Europa, há 50 milhões de marginalizados; na França, cinco milhões. Nos EUA, uma criança entre cinco vive na pobreza. Simbolicamente, o secretário-geral da ONU, Boutros Boutros-Ghali, tem encontro marcado em Nova Iorque (EUA) com representantes de 300 famílias pobres do mundo inteiro. Em vários países, estão programadas manifestações e eventos. Nas Filipinas, as bibliotecas serão transferidas para as ruas, acessíveis a todos. Em Portugal (onde 30% da população vivem em condições muito próximas da pobreza), uma réplica do pavilhão da Declaração Universal dos Direitos do Homem será inaugurada em uma das principais ruas de Lisboa. Espetáculos de solidariedade acontecerão no Canadá. Na Espanha, França e Suíça, um dossiê pedagógico será difundido nas escolas. Há também manifestações e eventos previstos para Berlim, Genebra, Londres, Glasgow e Haia (JC).