Um fax enviado do gabinete do deputado estadual Wagner Siqueira (PSDB), na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro, indicando nomes de cinco candidatos a deputado estadual e o do próprio Siqueira, candidato à Câmara Federal, foi encontrado pelos juízes eleitorais e por agentes da polícia reservada da PM, anteontem, no escritório onde agia uma quadrilha especializada em fraudar eleições. A relação do auto de prisão lavrado pela Polícia Federal inclui além de Siqueira, os nomes de José Montes Paixão (PPR), Wanúbia de Carvalho (PMDB), Ademar Alves (PMDB), Alberto Brizola (PDT) e Antônio Pereira Alves de Carvalho (PL). Quando a PM invadiu o escritório, no centro do Rio, a agenciadora grega Mary Stavrinou, presa em flagrante ao negociar a venda de votos, estava analisando o fax. No bolso do terno do vereador de Campos (RJ) Roberto Ricado Silva, candidato a deputado federal pelo PSD, sócio de Mary e preso junto com ela, os policiais encontraram US$11 mil. As notas estavam enroladas num bilhete que Roberto tentou esconder e que dizia: "Adroaldo Peixoto/Garani/45.145/reeleição/3.000". O número 45.145 é o registro eleitoral do deputado estadual Adroaldo Peixoto Garani, candidato à reeleição (O Globo).