Enviado por admin em qui, 01/10/1992 - 00:00
O vice-presidente Itamar Franco assumiu ontem com o PDT o compromisso de dar continuidade à política educacional de Collor no que diz respeito ao programa dos CIACs. Após encontrar-se com Itamar, o governador do Rio de Janeiro, Leonel Brizola, admitiu apenas a possibilidade de o PDT colaborar com "alguns de seus quadros" no novo governo, se houver consenso sobre um programa mínimo, no qual o brizolismo defende duas questões: a continuidade dos CIACs e uma revisão dos métodos no processo de privatização das empresas estatais (JB).
Enviado por admin em qui, 01/10/1992 - 00:00
O negociador da dívida externa brasileira, Pedro Malan, retornou ontem de Washington (EUA) e garantiu que os bancos credores do Brasil não pretendem recuar no acordo da dívida externa em razão da mudança de governo. "Os credores consideraram sinal de bom augúrio a forma como o país enfrentou a crise política, demonstrando estabilidade de suas instituições e da democracia", disse. Malan está confiante de que o Senado Federal aprovará o "term-sheet" assinado com os bancos.
Enviado por admin em qui, 01/10/1992 - 00:00
As empresas brasileiras, a exemplo de suas congêneres de outros países do MERCOSUL, trabalham muito abaixo dos padrões de execelência fixados pela International Standards Organization (ISO). A advertência é do vice- presidente da Kepler Weber (fabricante de máquinas e equipamentos industriais e agrícolas), Arlindo de Azevedo Moura. A preocupação central das empresas brasileiras, então, não deve ser a competição interna ao MERCOSUL, mas a penetração nos mercados dos países desenvolvidos, como os da Europa e o Japão (JB).
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O vice-presidente Itamar Franco anunciou ontem, durante encontro com presidentes de partidos de oposição a Fernando Collor, que fará uma mudança radical na direção da política econômica do governo. Ressaltou, no entanto, que não haverá choque. Itamar argumentou que é necessário direcionar a política econômica para a solução dos problemas sociais. O vice acha que a atual política impõe sacrifícios aos trabalhadores e conduz para uma recessão cada vez maior.
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O presidente afastado Fernando Collor de Mello nunca foi tão noticiado no Primeiro Mundo. A votação pelo Impeachment" foi parar na capa dos principais jornais do mundo ontem-- de Nova Iorque (EUA) a Tóquio (Japão). Quase todos citam o paradoxo de um presidente eleito com plataforma moralista ser afastado por corrupção. A maioria destacou que é a primeira vez que um presidente da América Latina é afastado de acordo com a Constituição. A imprensa internacional, apesar dos escândalos, elogia o programa de modernização do presidente afastado.
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Três governadores declararam ontem que esperam mudanças na política econômica e orçamentária com a posse do vice-presidente Itamar Franco. O governador da Bahia, Antônio Carlos Magalhães (PFL), afirmou esperar que com um novo governo se debele a "crise moral e política". Ele cobrou mudanças na política econômica. O governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB), disse que espera do novo governo a retomada do desenvolvimento e o fim da recessão.
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O presidente afastado Fernando Collor de Mello tem certeza de que a sua saída do governo será irreversível, mas está preparado para levar até o fim o seu julgamento no Senado Federal, descartando a possibilidade de renúncia. Ele espera mostrar no Senado que há outros políticos no país envolvidos com corrupção ou irregularidades administrativas. Collor admitiu a parlamentares aliados que será difícil escapar de uma investigação que incluirá a quebra de sigilo das suas contas bancárias e uma devassa nos seus bens, feita pela Receita Federal.
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O calendário da abertura da economia brasileira vira uma nova página hoje, quando todas as alíquotas de importação sofrem mais uma redução. Na média, a partir de hoje, cerca de 13 mil produtos que entram no país passam a pagar uma tarifa de 17,1%, contra a média vigente de 21,1%. O governo Collor pretendia encerrar 1994 levando as alíquotas de uma média de 32,2% em 90 para 14,2%. Sem Collor, os próximos passos do cronograma ficam em suspenso e dependem do que o presidente Itamar Franco estabelecer como metas econômicas de sua gestão.
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A renda agrícola cresceu 4,9% este ano sobre 1991. É o que demonstra estudo do economista Fernando Homem de Mello, pesquisador da FIPE. Segundo ele, o valor total das 19 principais culturas atingiu até setembro US$17,03 bilhões. O aumento mais expressivo entre as culturas anuais foi obtido pela soja: 24,7%. A produção total do grão, cerca de 20 milhões de toneladas, foi estimada em US$2,8 bilhões. O milho aumentou a receita em 2%, com produção 25% maior. A receita do arroz caiu 16,4% e a do feijão 12,4% (FSP).
Enviado por admin em qui, 01/10/1992 - 00:00
Sindicalistas norte-americanos do setor de comunicações estão acusando o comitê para a reeleição do presidente George Bush de estar produzindo seu material de propaganda no Brasil. Ontem, militantes sindicais distribuíram vídeos com uma reportagem da TV brasileira sobre a produção de adesivos, balões, cartazes, faixas e bandeirolas pró-Bush e Dan Quayle numa fábrica da Baixada Fluminense. O sindicalista Bill Boarman disse não ter dúvidas de que foi o comitê pela reeleição quem comprou o material no Brasil-- para economizar dinheiro, mesmo às custas de empregos nos EUA.
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