O negociador da dívida externa brasileira, Pedro Malan, retornou ontem de Washington (EUA) e garantiu que os bancos credores do Brasil não pretendem recuar no acordo da dívida externa em razão da mudança de governo. "Os credores consideraram sinal de bom augúrio a forma como o país enfrentou a crise política, demonstrando estabilidade de suas instituições e da democracia", disse. Malan está confiante de que o Senado Federal aprovará o "term-sheet" assinado com os bancos. Sua previsão é de que até junho do próximo ano o acordo seja assinado e definidas as condições de pagamento. Só nessa fase o Brasil terá que depositar as garantias exigidas pelos credores, que serão bônus emitidos provavelmente pelo Tesouro norte-americano, com prazo de 30 anos (JB) (GM).