FORCA SINDICAL APÓIA TESE

A tese de que um governo, no parlamentarismo, só pode ser derrubado se, no mesmo ato, o Parlamento já aprovar nome e programa de um novo governo ganhou o apoio da Força Sindical, central sindical comandada por Luiz Antônio Medeiros. Em ato no Rio de Janeiro, a Força Sindical lançou a sua própria campanha para a reforma político-partidária e em defesa do parlamentarismo como sistema de governo. O projeto da central diz que o parlamentarismo facilita as relações entre o Executivo e o Legislativo. A Força defende a adoção do chamado voto de desconfiança construtivo.

PARLAMENTARISTAS QUEREM O MODELO ALEMÃO

Se o parlamentarismo for aprovado no plebiscito de abril próximo, os futuros governos só poderão ser derrubados, por meio de uma moção de censura, se, no mesmo ato, o Parlamento aprovar também o nome do novo primeiro-ministro e o seu programa de governo. Essa é pelo menos a proposta inicial da Frente Parlamentarista Nacional, hoje presidida pelo senador José Richa (PSDB-PR).

RIVALIDADES NA FAMÍLIA IMPERIAL

A família Orleans e Bragança entrará dividida na campanha em favor da monarquia. As disputas vieram nesta semana a público, com as acusações de extremismo político que um dos ramos da família lançou contra o outro. As duas ramificações da descendência de dom Pedro 2o. atuaram juntas até 1988, quando uma disposição transitória da Constituição estipulou o plebiscito de 1993 sobre a forma de governo. Desde então, dom Luiz, do ramo de Vassouras (RJ), passou a afirmar se ele o verdadeiro herdeiro.

PARA MINISTROS, ITAMAR PROVOCA INSTABILIDADE

Os ministros Gustavo Krause (Fazenda) e Paulo Haddad (Planejamento) vêm acusando o presidente Itamar Franco de provocar Instabilidade" na política econômica em conversas com empresários e parlamentares. Para Krause e Haddad, as declarações do presidente geram incertezas no mercado e podem elevar a inflação. Circulam nos ministérios rumores de renúncia coletiva após a aprovação do impeachment (FSP).

INVESTIDORES ESTRANGEIROS SAEM DA BOLSA

As Bolsas receberam US$5 bilhões em investimentos estrangeiros este ano, mas só restam US$2 billhões no Brasil. O novo diretor da Área Externa do Banco Central, Emilio Garófalo Filho, afirma que os recursos saíram do país porque os investidores preferem esconder que mantêm negócios no Brasil (FSP).

FGTS FINANCIA 380 MIL IMÓVEIS "ENCALHADOS"

O Brasil tem 380 mil imóveis encalhados por falta de compradores. Todos foram construídos com recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) no governo Collor. Pelo menos 60 mil deste imóveis estão prontos. O país tem um déficit de 12 milhões de habitações (FSP).

DE CINCO METAS, UMA FOI ATINGIDA

Das cinco metas contidas na carta que o Brasil apresentou ao FMI (Fundo Monetário Internacional) no dia 2 de dezembro do ano passado, só uma a equipe econômica tem certeza de foi atingida-- o nível das reservas internacionais do país. Elas teriam de aumentar no mínimo em US$7,3 bilhões no ano passado e o valor obtido já passa de US$12 bilhões.

BRASIL PEDIRÁ AO FMI QUE NÃO CONSIDERE OS ÚLTIMOS 6 MESES

O Brasil pretende que o Fundo Monetário Internacional (FMI) passe uma borracha no período de turbulência político vivido pelo país entre a ascenção de Itamar Franco e a queda de Fernando Collor. São nada menos do que seis meses-- os últimos três meses de Collor e o trimestre da interinidade de Itamar até o desfecho do impeachment-- que seriam desconsiderados na avaliação do Fundo sobre o desempenho da economia brasileira.

LINHA VERMELHA RECEBERÁ 24,5% A MENOS EM 93

A verba destinada pelo governo federal as obras de continuação da Linha Vermelha em 1993 será 24,5% menor em relação ao que foi gasto este ano. O relator da Comissão de Orçamento do Congresso Nacional, deputado Felipe Nery (PMDB-MG), garantiu o correspondente a US$32,3 milhões já previstos mas negou o aumento de verbas solicitado pela bancada do Rio de Janeiro (JB).

PRESIDENTE DO BANERJ DEIXA O CARGO

O governador Leonel Brizola informou ontem que aceitou pedido de demissão do presidente do BANERJ, Antônio Carlos Brandão. Brizola nomeou o secretário de Finanças do Estado, Cibilis Vianna, para responder interinamente pelo cargo. A saída de Brandão ocorreu após pronunciamentos do prefeito Marcello Alencar, questionando a administração do banco. Anteontem, o BANERJ, em nota à imprensa, rebateu críticas de Alencar (JB).

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