DE CINCO METAS, UMA FOI ATINGIDA

Das cinco metas contidas na carta que o Brasil apresentou ao FMI (Fundo Monetário Internacional) no dia 2 de dezembro do ano passado, só uma a equipe econômica tem certeza de foi atingida-- o nível das reservas internacionais do país. Elas teriam de aumentar no mínimo em US$7,3 bilhões no ano passado e o valor obtido já passa de US$12 bilhões. Neste momento, uma equipe do Banco Central tenta conseguir números sobre déficit do setor público, endividamento líquido do governo, crédito interno líquido e outros números que mostrem o desempenho das finanças públicas no terceiro trimestre e previsão para o último. De antemão, a equipe já sabe que o governo não atingiu os números prometidos na carta de intenções ao FMI, principalmente por causa da queda da arrecadação. Fora as metas técnicas, que envolvem conceitos que ocuparam na carta de intenções várias laudas, objetivos implícitos também não foram atingidos. O principal deles é a inflação, que deveria oscilar entre 2% e 3% neste mês de dezembro. Na melhor das hipóteses, o custo de vida neste mês ficará entre 20% (como previu o ministro do Planejamento, Paulo Haddad) e 23,5% (como prevê o mercado financeiro). Nos últimos dias, um outro objetivo contido na carta de intenções, que vinha sendo alcançado, começou a dar para trás-- reajuste das tarifas públicas 15% acima da média do ano passado, mais inflação. Os reajustes dos combustíveis e da energia elétrica, já há uma queda próxima de 10% em rela,ão à média do ano passado, conforme técnicos da Petrobrás e da Eletrobrás (JB).