BNDES DARÁ RECURSOS AO SETOR DE INFORMÁTICA

O presidente interino do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), André Franco Montoro Filho, informou que nos próximos dois anos a informática vai dispor de recursos do banco de US$200 milhões (US$50 milhões ainda este ano) para financiamento de seus projetos (JB).

O ENDIVIDAMENTO DAS EMPRESAS ESTATAIS

A SIDERBRÁS entregará, no próximo mês, ao ministro da Indústria e Comércio, Roberto Gusmão, um amplo estudo sobre a situação de endividamento das empresas estatais do setor siderúrgico. Neste estudo, a estatal sugere como alternativa para a capitalização das empresas a transformação dos créditos do Banco do Brasil e do Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES) em participação acionária nessas empresas, como forma de amortizar a dívida sem onerar o caixa do Tesouro Nacional.

A DÍVIDA DO GRUPO SIDERBRÁS

As nove empresas do Grupo SIDERBRÁS-- USIMINAS, Companhia Siderúrgica Nacional, A>OMINAS, Usina de Tubarão, Cofav, Aços Finos Piratini, Companhia Siderúrgica Mogi das Cruzes, Usina Siderúrgica da Bahia e COSIPA-- estão com uma dívida acumulada junto ao Banco do Brasil, BNDES, bancos privados e fornecedores equivalente a US$4,7 bilhões, além de deverem US$7,6 bilhões a bancos estrangeiros.

O PROGRAMA DE DESESTATIZAÇÃO

Segundo o jornal Folha de São Paulo, o programa de desestatização sairá da coordenação do ministro do Planejamento e passará a ser atribuição direta do Palácio do Planalto, com a extinção da atual Comissão Especial de Desestatização, cujo coordenador é o ministro João Sayad, e será criada uma Secretaria-Especial a ser gerida por um técnico designado pelo presidente José Sarney.

O FATURAMENTO DA PETROBRÁS

O diretor de produção da PETROBRÁS, Joel Mendes Rennó, informou que a empresa deverá faturar este ano cerca de US$19 bilhões nos mercados interno e externo, US$2 bilhões a mais do que em 1984 (JB).

BANCÁRIOS FECHAM ACORDO SOBRE DISSÍDIO COLETIVO

Segundo o jornal Gazeta Mercantil, representantes de sindicatos e federações de bancários de todo o país, excetuando os de São Paulo e Paraná, e a comissão de negociação da Federação Nacional dos Bancos (FENABAN) chegaram ontem, em São Paulo, a um acordo sobre o dissídio da categoria que tem data-base em 1o. de setembro. A proposta prevê umaumento global de 89,55% a ser aplicado nacionalmente após o referendo das assembléias regionais.

TELEFONICOS ASSINAM ACORDO EM BRASÍLIA

Segundo o jornal Folha de São Paulo, nove representantes de sindicatos de empresas telefônicas assinaram, em Brasília, a ata da reunião com o presidente da TELEBRÁS, Almir Vieira Dias, manifestando discordância à proposta do abono oferecido pela empresa (25% em outubro e 25% em novembro), "mas se comprometendo a submetê-la à decisão das respectivas assembléias-gerais" (FSP).

FUNCIONÁRIOS DA TELEBRÁS VOTAM CONTRA GREVE

Em assembléias realizadas ontem nos Estados de Minas Gerais e Pernambuco e no Distrito Federal, os funcionários do sistema TELEBRÁS votaram pela não realização de qualquer greve no setor. A categoria considerou não possuir no momento grau de mobilização suficiente para sustentar um movimento desta natureza. A decisão da TELEBRÁS de pagar dois abonos de 25% nos meses de outubro e novembro foi aprovada em Minas Gerais e Pernambuco e rejitada em Brasília.

CUT E CONCLAT NÃO ACEITAM DISCUTIR PACTO SOCIAL

A CUT e a CONCLAT não aceitam discutir a idéia de pacto social, relançada pelo governo federal diante da ameaça de eclosão de greves no curso das mais de 500 negociações salariais previstas até o fim do ano. Admitem apenas tratar de questões que consideram essenciais para os trabalhadores, como reajustes trimestrais e reposição salarial (JB).

NO BRASIL EXISTEM 36 MILHÕES DE MENORES ABANDONADOS

Segundo o IBGE, no Brasil existem 36 milhões de menores abandonados, ou seja, 1/4 da população do país, estimada em aproxidamente 135 milhões de habitantes. Somente no Estado de São Paulo, 4 milhões de crianças (60% na capital), sem vínculos familiares, perambulam pelas ruas ou em instituições. Fora o abandono, há a questão da mortalidade infantil. Em São Paulo, de cada mil crianças que nascem, 68 morrem antes de completar o primeiro ano de vida. Já no nordeste, conforme o IBGE, a proporção é de 250 óbitos por mil nascimentos (FSP).

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