FUNCIONÁRIOS DA DATAPREV REALIZAM MANIFESTAÇÃO

Os 2 mil funcionários da DATAPREV no Rio de Janeiro fizeram ontem uma manifestação nas escadarias da Câmara Municipal. Eles querem reposição salarial de 28%, reajuste de 112% do INPC, trimestralidade e ameaçam entrar em greve se até o próximo dia 6 o Conselho Interministerial de Salários das Estatais (CISE) não atender às reivindicações (JB).

ADEMI E FAMERJ CONSIDERAM DECISÃO "POUCO DEMOCRÁTICA"

Segundo o Jornal do Brasil, tanto a ADEMI (Associação dos Dirigentes Imobiliários) quanto a FAMERJ (Federação das Associações de Moradores do Estado do Rio de Janeiro) consideraram "pouco democrática" a decisão do prefeito Marcelo Alencar de reajustar o IPTU de 86 por decreto, sem consultar a Câmara Municipal.

INFLAÇÃO DE NOVEMBRO MEDIDA PELA FGV ATINGE TAXA DE 15%

A inflação de novembro, medida pela FGV (Fundação Getúlio Vargas), atingiu a taxa mensal de 15%, superando a de agosto passado, de 14%. O índice foi divulgado ontem, oficialmente, pelo IBRE, informando que de novembro/84 a novembro/85, a taxa alcançou 227,2%. De janeiro a novembro, foi captado um aumento de preços de 196% (JB).

IPCA FICOU EM 11,12%

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Ampliado (IPCA), considerado pelo governo o novo índice oficial de inflação no país, segundo divulgou o IBGE, ficou em 11,12% este mês. A correção monetária que incidirá sobre os depósitos de poupança a partir de 1o. de dezembro será, portanto, também de 11,12%, de acordo com a presente decisão governamental de fixá-la com base na variação do IPCA mensal. Com os juros de 0,5% ao mês, o rendimento da poupança será de 11,67%.

ANGRA I VAI PARAR POR QUATRO MESES

A Usina Nuclear de Angra dos Reis (RJ) vai parar por quatro meses a partir de 4 de janeiro. Serão feitas três operações, após o primeiro ano de funcionamento: "troca do tubo do condensador, com furos provocados pela corrosão da água do mar, implantação de um sistema norte-americano de limpeza mecânica e substituição de 1/3 do combustível do gerador". A informação é do superintendente de licenciamento e garantia de qualidade de FURNAS-Centrais Elétricas, Ayrton Caubit (JB).

O PROGRAMA DE PRIORIDADES SOCIAIS

O ministro do Planejamento, João Sayad, informou que o programa de prioridades sociais para 1986, aprovado ontem pelo presidente José Sarney, contará com Cr$76 trilhões para a ação do governo nas áreas de alimentação, abastecimento, saúde, educação, habitação, saneamento e assentamento rural. Foram criados dois novos programas, o de medicamentos imunológicos e o de leite para crianças carentes até sete anos de idade de famílias situadas na faixa até dois salários-mínimos mensais.

FUNARO DIZ QUE DÉFICIT DE GOVERNO SERÁ REDUZIDO

O ministro da Fazenda, Dilson Funaro, afirmou que o déficit do governo vai ser reduzido de 2,8% do PIB este ano, para 0,5% no ano que vem, em consequência da redução dos juros da dívida pública e das medidas do pacote econômico. Segundo ele, a redução dos juros-- adotado desde que assumiu o ministério, em agosto-- significará uma economia de Cr$35 trilhões, equivalente a um corte de 17% na folha de pagamento do governo. As medidas fiscais propiciarão uma receita extra de Cr$50 trilhões e o corte das despesas supérfluas, uma economia de Cr$8 trilhões.

MME ANUNCIA EXPORTAÇÃO DE CARVÃO

O ministro das Minas e Energia, Aureliano Chaves, anunciou a exportação de 25 toneladas de carvão nacional para a Itália a preços não revelados. Está em fase final de negociação um outro contrato de 2 milhões de toneladas anuais, pelo período de 10 anos, mas também não foi revelado o destino do produto brasileiro (GM).

AS PRINCIPAIS MEDIDAS TRIBUTÁRIAS DO "PACOTE"

As principais medidas tributárias do "pacote" econômico que afetam os assalariados anunciadas pelo ministro da Fazenda, Dilson Funaro, ontem, são: as devoluções do Imposto de Renda das pessoas físicas serão parceladas em até quatro anos para quem tiver direito a receber valor superior a 10 ORNTs e feitas em ORTN e não mais em dinheiro. E quem ganha até cinco salários-mínimos (Cr$3 milhões) ficará isento do desconto na fonte do IR.

A DÍVIDA EXTERNA BRASILEIRA

Segundo o jornal Folha de São Paulo, o ministro da Fazenda, Dilson Funaro, denunciou que o FMI o pressionou para que aumentasse a carga tributária do país e retomasse a política de arrocho salarial praticada no governo Figueiredo. O pretexto era transformar o déficit público, estimado em 3,2% do Produto Interno Bruto (PIB), ao final do ano, em superávit de 4%. Conforme o jornal, Funaro disse que estas pressões ocorreram no seu primeiro contato com o FMI, em setembro, após haver assumido o ministério (FSP).

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