AGRICULTORES PROTESTAM EM PORTO ALEGRE

Cerca de 5 mil pequenos agricultores participaram ontem em Porto Alegre (RS) da manifestação denominada "Marcha do Campo", em protesto contra a política agrícola oficial nas áreas econômica e social. Os produtores rurais, vinculados a 232 sindicatos do interior do estado, reuniram-se no centro da cidade, de onde saíram em passeatas e atos públicos.

GOVERNADORES DO SUL SÃO CONTRA PRIVATIZAR COMERCIALIZAÇÃO

Os três governadores da região sul, Álvaro Dias (PR), Pedro Simon (RS) e Pedro Ivo (SC), assinaram ontem, em Curitiba (PR), durante reunião do CODESUL (Conselho de Desenvolvimento do Extremo Sul), moção de discordância à intenção do governo federal de privatizar a comercialização do trigo. Os governadores disseram que tal medida, se efetivamente for adotada, Irá reduzir a receita dos estados com a comercialização do trigo".

BC AUTORIZARÁ FUNCIONAMENTO DE 150 NOVAS COOPERATIVAS

O ministro da Agricultura, Íris Rezende, disse ontem em Goiânia (GO), que o Banco Central autorizará hoje o funcionamento de 150 novas cooperativas de crédito, "que permitirão a total auto-suficiência creditícia do setor agrícola". O ministro disse ainda que os mini e pequenos produtores rurais do nordeste voltarão a usufruir de crédito subsidiado pelo governo (FSP).

JÁDER DISSE SER IMPOSSÍVEL AVALIAR PRODUÇÃO DE ASSENTADOS

O ministro da Reforma e Desenvolvimento Agrário, Jáder Barbalho, disse ontem, em São Paulo, que, "antes de 1991, será impossível avaliar os resultados da produção agrícola das 55 mil famílias já assentadas pela União em terras desapropriadas". O ministro disse desconhecer os efeitos produtivos dos assentamentos que vêm sendo conduzidos pelo governo Sarney desde 1985 (O ESP).

IMPORTAÇÃO DE ARROZ CAUSOU PREJUÍZO DE US$100 MILHÕES

Por deficiência no sistema de previsão de safra, o governo federal importou de 400 mil a 500 mil toneladas de arroz além do necessário para o consumo durante o Plano Cruzado. A revelação foi feita ontem pelo ex-secretário-adjunto da SEAP (Secretaria Especial de Administração de Preços), do Ministério da Fazenda, Carlos Henrique Morais, em depoimento à CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que investiga a importação de alimentos.

MINISTRO DIZ QUE ACORDO ESTÁ "PRATICAMENTE FECHADO"

O ministro da Fazenda, Maílson da Nóbrega, anunciou ontem, durante a reunião dos governadores com o presidente José Sarney, que está praticamente fechado o acordo com os bancos credores. Ele disse que o Brasil terá um prazo de 20 anos, com carência de oito anos. A última prestação da dívida será no ano 2008. Segundo Maílson, os credores já estão dispostos a "perdoar" os juros de mora que o Brasil teria de pagar em função da moratória.

COTAÇÃO DAS BOLSAS DE VALORES

A BVRJ (Bolsa de Valores do Rio de Janeiro) fechou ontem em alta de 1,9%, com o volume de negócios atingindo Cz$3,295 bilhões (42,3% inferior ao resultado do dia anterior). Em São Paulo, o Índice BOVESPA (Bolsa de Valores do Estado de São Paulo) fechou em alta de 2,2%, com o volume de negócios atingindo Cz$3,620 bilhões (44,63% inferior ao resultado do pregão anterior) (FSP).

COTAÇÃO DO DÓLAR NORTE-AMERICANO

O Banco Central desvalorizou o cruzado ontem em 0,8716%. O dólar norte-americano está cotado, hoje, no câmbio oficial, a Cz$150,45 para compra e a Cz$151,20 para venda. As minidesvalorizações acumuladas desde o início deste ano somam agora 109,27% (GM).

MIGUEL ARRAES E ÁLVARO DIAS CRITICAM DOCUMENTO ECONÔMICO

Os governadores pemedebistas de Pernambuco, Miguel Arraes, e do Paraná, Álvaro Dias, fizeram críticas ao documento apresentado pelos Ministérios da Fazenda e do Planejamento na reunião de ontem entre os governadores e o presidente José Sarney. "A falta de uma medida de impacto, a curto prazo, como o congelamento de preços, pode comprometer a eficiência das propostas adotadas", disse o governador do Panará. Já o governador Miguel Arraes disse que "não há endosso, de nossa parte, ao documento".

NO BRASIL HÁ MAIS DE UM MILHÃO DE JAPONESES

Segundo pesquisa realizada pelo Centro de Estudos Nipo-Brasileiros, com apoio financeiro da JICA (Japan International Cooperation)-- agência do governo japonês para a cooperação internacional--, e divulgada ontem em São Paulo, há no Brasil 1.168.000 japoneses que imigraram a partir de 1908. Desse total, 70,8% concentram-se no Estado de São Paulo (828 mil), e 11,8% no Estado do Paraná (138 mil).

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